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Ex-braço direito de Zelensky é indiciado por corrupção na Ucrânia

Ex-chefe de gabinete de Zelensky, Andriy Yermak é indiciado por lavagem de 460 milhões de hryvnias em imóveis de luxo perto de Kiev

1 de 1 Imagem colorida do chefe do Gabinete do Presidente da Ucrânia, Andriy Yermak - Foto: Anton Shevelov/Global Images Ukraine via Getty Images
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  • Andriy Yermak, ex-chefe de gabinete e principal aliado de Zelensky, foi indiciado por envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro ligado a imóveis de luxo perto de Kiev.
  • Segundo o Gabinete Nacional Anticorrupção da Ucrânia (NABU) e a Procuradoria Especializada Anticorrupção (SAP), ele integrava um grupo que lavou cerca de 460 milhões de hryvnias, o equivalente a aproximadamente US$ 10,5 milhões.
  • As acusações se baseiam no artigo 209 do Código Penal ucraniano, com pena prevista de até quinze anos de prisão e possível confisco de patrimônio.
  • Yermak não foi preso e disse que comentaria somente após o término da investigação; negou ter patrimônio incompatível com a renda.
  • O caso está ligado à chamada Operação Midas, que investiga desvios no setor energético e envolve pessoas próximas ao governo, incluindo o ex-sócio de Yermak, Timur Mindich.

Andriy Yermak, ex-chefe do gabinete e principal aliado político de Volodymyr Zelensky, foi indiciado nesta segunda-feira por suposto envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro ligado a imóveis de luxo nos arredores de Kiev. A acusação foi apresentada pelo NABU e pela SAPU, órgãos anticorrupção da Ucrânia, com base no artigo 209 do Código Penal.

Segundo as autoridades, Yermak integra um grupo organizado responsável pela lavagem de cerca de 460 milhões de hryvnias, equivalentes a aproximadamente 10,5 milhões de dólares. O caso envolve projetos imobiliários de alto padrão na região metropolitana de Kiev.

O indício aponta para participação de Yermak em operações de lavagem associadas a recursos de origem ilícita, com possível desvio de contratos ligados ao setor de energia e a imóveis de luxo. A denúncia permanece sob análise, sem que haja prisão anunciada até o momento.

Yermak não comentou publicamente as acusações. Em nota, afirmou que comentará apenas após o término da investigação e negou possuir patrimônio incompatível com sua renda, afirmando possuir apenas um apartamento e um carro. Questionado sobre codinomes mencionados pelas autoridades, disse: meu nome é Andrey Yermak, não possuo outro.

Operação Midas

A investigação está ligada à chamada Operação Midas, lançada em novembro de 2025 pelo NABU e pela SAP para apurar esquema de corrupção envolvendo o setor energético e próximos ao governo Zelensky. O foco inicial foi Timur Mindich, ex-sócio e aliado político.

Segundo investigadores, mais de mil horas de gravações no apartamento de Mindich registraram conversas sobre desvios de recursos públicos, contratos no setor de energia, financiamento de drones e construção de mansões. Trechos mencionariam pessoas identificadas como Vova e Andrey, interpretadas como referências a Zelensky e a Yermak.

Yermak ocupava o cargo desde 2020 e era considerado uma das figuras mais influentes da política ucraniana. Além de coordenar decisões do governo, liderava negociações com aliados ocidentais e esteve envolvido em contatos ligados às negociações de paz.

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