- Fachin, presidente do STF e do CNJ, afirmou que o Judiciário deve se afastar dos cálculos políticos e da ambição desmedida.
- Defendeu a ressignificação do papel da magistratura e do Judiciário, buscando um caminho que esteja dentro do direito.
- As declarações foram feitas em discurso durante evento do CNJ, na primeira reunião preparatória do 20º Encontro Nacional do Poder Judiciário.
- Apontou a necessidade de uma “grande transformação” no Judiciário, transformando dificuldades e ataques em respostas às demandas da Justiça.
- O tema surge em meio à crise de imagem do STF e ao debate sobre um Código de Conduta para ministros, com a ministra Cármen Lúcia como relatora e prazo para aprovação até o fim da gestão de Fachin.
O ministro Edson Fachin, presidente do STF e do CNJ, afirmou em evento do CNJ que o Judiciário precisa se afastar de cálculos políticos e da ambição desmedida. A fala ocorreu no dia 11 de fevereiro de 2026, durante a abertura da primeira reunião preparatória para o 20º Encontro Nacional do Poder Judiciário.
Fachin pediu a ressignificação do papel da magistratura e do Judiciário. O objetivo é seguir um caminho que se afaste do jogo político e mantenha o foco no direito e na justiça. Segundo ele, quem não age assim não pode ser considerado magistrado.
O ministro disse ainda que, no direito, deve prevalecer o que é devido e, na política, o que pertence ao âmbito político. O Judiciário, conforme mostrou, deve manter a atuação estritamente dentro do campo jurídico, sem extrapolações.
A fala ocorre em meio a uma crise de imagem do STF, em razão de questionamentos sobre relações entre ministros e casos associados a elites financeiras. Fachin sinalizou a necessidade de transformação diante de ataques e dificuldades recentes.
Proposta de Código de Conduta
A defesa de um Código de Conduta para magistrados ganha destaque com a proposta de regras éticas e diretrizes de comportamento para integrantes do STF e de tribunais superiores. A ideia é ampliar transparência e reduzir conflitos de interesse.
O formato do código está sendo elaborado pela ministra Cármen Lúcia, designada relatora. Fachin pretende confirmar o texto até o fim de sua gestão, prevista para setembro do próximo ano, como parte de uma resposta institucional às críticas.
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