- O impeachment de Dilma Rousseff começou em 2015, liderado por Eduardo Cunha, e resultou no afastamento em 2016, completando dez anos nesta terça-feira.
- Temer enfrentou crise política e votações no Congresso, mantendo o mandato, mas sem concluir a agenda de reformas, como a da Previdência.
- Bolsonaro, inicialmente sem articulação parlamentar, passou a depender do centrão para conter pedidos de impeachment, diante de diagnósticos de gestão e pressão política.
- Lula adotou uma postura de apaziguamento com o centrão ao tomar posse, mantendo Lira na liderança da Câmara e evitando atritos abertos.
- O impeachment deixou marcas profundas na política, com Congresso mais fortalecido, fragmentação partidária e polarização acentuada, alimentando debates sobre novas cassações de autoridades.
O impeachment de Dilma Rousseff, que completa dez anos nesta terça, marcou o fim de seu governo em 2016. O processo ganhou impulso após Eduardo Cunha vencer a disputa pela presidência da Câmara em 2015 e adotar uma linha de confronto com a presidente reeleita. O PT, contrário a um acordo, insistiu na linha de desgaste.
A partir de dezembro de 2015, a relação entre governo e Cunha ficou ainda mais tensa, até o acolhimento do pedido de impeachment. Dilma foi afastada pelo Senado em 12 de maio de 2016, encerrando um ciclo de instabilidade que reverbera até hoje no cenário político brasileiro.
Impacto e desdobramentos
Seis anos depois, Lula retomou a presidência e encontrou Arthur Lira, aliado do centrão, à frente da Câmara. A relação com o grupo ganhou contornos pragmáticos e ajudou a conter a pressão de movimentos de destituição contra o governo. O apoio do PT a Lira ajudou a manter a governabilidade.
Temer, após assumir, enfrentou o desgaste e derrotas políticas, inclusive com delação que remexeu o cenário e exigiu votações difíceis na Câmara. Já o governo Bolsonaro viu a articulação com o centrão crescer ao longo de sua gestão, sob forte pressão de mobilizações e crises institucionais.
Contexto atual
O impeachment de 2016 permanece como referência no ambiente político, influenciando a forma como governos lidam com o Congresso. Em cenários de crise, a possibilidade de destituição continua sendo tema recorrente, com o Congresso cada vez mais ativo e o cenário partidário altamente fragmentado. O debate sobre eventuais cassações de ministros do STF também ganha espaço nas campanhas atuais.
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