- Sadiq Khan completa dez anos como prefeito de Londres, destacando-se como “construtor de coalizões” e enfatizando cooperação entre diferentes forças políticas para governar.
- A atuação ambiental é o foco, com expansão da Zona de Emissões Ultralow (ULEZ) por toda a região metropolitana, 640 mil árvores plantadas e rede de ciclovias ampliada.
- Buses elétricos em grande parte da cidade, desinvestimento do fundo de pensão de Londres em combustíveis fósseis e Oxford Street totalmente pedonal até o fim do verão.
- Londrinos tiveram melhoria na qualidade do ar e queda nos níveis de NO₂, mas o desafio de poluição parcial persiste e há controvérsia sobre projetos como o túnel Silvertown.
- Khan critica o rumo do Partido Trabalhista nacional, pede respeito a coalizões progressistas e aponta a necessidade de mais parceria com verdes para enfrentar mudanças climáticas e questões urbanas.
Sadiq Khan completa 10 anos como prefeito de Londres mostrando uma gestão orientada a coalizões, com foco em ações climáticas e transporte. Em entrevista, ele projetou a cidade como estudo de esperança, destacando conquistas e desafios.
Numa passagem pelo Escritório no East End, Khan lembrou que, ao longo da década, Londres enfrentou ataques, pandemia, Brexit e crises econômicas. O external de sua administração tem sido manter alianças entre diferentes espectros políticos para avançar políticas públicas.
Khan afirmou que o segredo do mandato é trabalhar em coalizões com torcidas distintas, desde conservadores remainers até greens e liberal democrats, para manter a cidade avançando em direção a metas comuns. O objetivo, segundo ele, é proteger Londres com ações conjuntas.
Desempenho ambiental e mobilidade
O prefeito ressalta avanços no meio ambiente, como a extensão do Ulez a todo o Greater London, queda de NO2 e expansão de áreas de pedestres. Também cita árvores plantadas, ampliação da rede de ciclovias e ônibus elétricos.
Dados oficiais indicam que o Ulez ajudou a reduzir emissões, com milhares de árvores plantadas para aumentar a resiliência a inundações e calor. A rede de ciclovias cresceu, reduzindo a dependência de veículos privados.
Khan aponta a descarbonização dos investimentos públicos, incluindo a maior parte do endowment da pensão londrina, além da conclusão da pedestrianização de Oxford Street até o fim do verão. Também destaca retornos da fauna aquática em rios da cidade.
Desafios e perspectivas
Especialistas reconhecem o avanço ambiental, mas apontam desafios contínuos, como PM2.5 acima de diretrizes da OMS e a necessidade de reduzir o uso de automóveis. A gestão ambiental convive com projetos de infraestrutura como o túnel Silvertown.
O prefeito admite custos pessoais do assédio de adversários e defende a importância de evitar retrocessos na agenda verde, mantendo investimentos em transporte público, qualidade do ar e proteção climática.
Khan também falou sobre relações com o partido trabalhista nacional, que, segundo ele, às vezes não oferece apoio a políticas progressistas. Ele reforçou a importância de alianças para enfrentar adversários, inclusive a nível federal, sem abrir mão de prioridades da cidade.
Perspectivas políticas
O prefeito enfatizou que Londres serve como referência de diversidade e liberalismo, e que a cidade pode inspirar outras capitais a adotar coalizões para governar. Ele citou exemplos de cooperação com partidos de esquerda para vencer ações locais.
Ao fim da entrevista, Khan reiterou seu compromisso com a continuidade de ações ambientais robustas e com políticas de mobilidade que reduzam emissões, sem abandonar metas de longo prazo para a capital britânica.
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