- Lula criticou a condução do governo de Jair Bolsonaro durante a pandemia de Covid-19 e disse que os responsáveis pela desinformação não podem cair no esquecimento, em cerimônia que instituiu o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19.
- O presidente questionou a ausência de responsabilização judicial contra autoridades e médicos que defenderam tratamentos sem comprovação científica.
- Questionou por que não abriram processos por crime contra a humanidade contra o presidente ou ministros da Saúde e contra médicos pró-cloroquina.
- Afirmou que a preservação da memória depende de identificar os responsáveis pelos erros cometidos durante a crise, dizendo que só faz sentido lembrar o passado se houver identificação de quem foi responsável.
- Disse ter evitado responsabilizar Bolsonaro pessoalmente na época, mas criticou a “ignorância absoluta” em pronunciamentos públicos e afirmou que o ex-presidente deveria ter ouvido especialistas da saúde ou montado um comitê com os melhores profissionais.
Durante cerimônia que instituía o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a condução do governo de Jair Bolsonaro durante a pandemia e pediu que os responsáveis pela desinformação não fiquem esquecidos.
Em discurso, Lula questionou a falta de responsabilização judicial contra autoridades e médicos que defenderam tratamentos sem comprovação científica, citando a cloroquina como exemplo de orientação contestada.
“Por que não abrir processo por crime contra a humanidade contra o presidente ou ministros da Saúde?”, indagou, ressaltando a necessidade de identificar os responsáveis pelos erros da crise.
Segundo o presidente, a memória da pandemia só faz sentido se houver identificação de quem errou e punição correspondente, afirmou ele durante o ato.
Lula disse ainda que evitou imputar culpa pessoal a Bolsonaro, mas criticou o que chamou de “ignorância absoluta” demonstrada em pronunciamentos públicos sobre o tema.
Ele afirmou que chefes de Estado não precisam dominar todos os aspectos técnicos, porém deveriam consultar especialistas. “Tinha que ouvir quem sabe e montar um comitê com os melhores profissionais da saúde”, completou.
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