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Lula ataca Bolsonaro por Covid e orienta uso de documento contra rival

Lula mostra relatório do Ministério da Saúde sobre gestão de Bolsonaro na Covid e orienta militância a usar o documento contra o rival

O presidente Lula em 2026
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  • Lula retomou ataques a Jair Bolsonaro sobre a Covid-19 e mostrou um relatório sobre a atuação do governo anterior na pandemia.
  • O documento foi apresentado como fruto do Ministério da Saúde, mas o ministro Alexandre Padilha afirmou ter feito-o como pessoa física, sem uso da estrutura do ministério.
  • A apresentação ocorreu durante a sanção de projeto que institui o dia nacional em memória das vítimas da Covid-19, em 12 de março.
  • Lula citou números e críticas a falas sobre vacinas e à defesa da cloroquina, dizendo que houve desinformação durante a pandemia.
  • O presidente também se referiu ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro como “fujão” e voltou a comparar a gestão de seu governo com a de Bolsonaro, buscando apoio para sua reeleição.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva retomou nesta segunda-feira (11) críticas à gestão de Jair Bolsonaro durante a pandemia de Covid-19. Em discurso durante a sanção de um projeto de lei, mostrou um relatório supostamente elaborado pelo Ministério da Saúde sobre a atuação do governo anterior frente ao avanço do coronavírus. Lula afirmou que a militância deve ler o documento.

O relatório, apresentado como fruto do Ministério da Saúde, foi dito por Lula como produzido pela pasta, mas o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o texto foi elaborado por ele pessoalmente, sem utilizar a estrutura ministerial. A declaração ocorreu no mesmo ato em que o Congresso sancionou a criação de 12 de março como dia nacional em memória das vítimas da Covid-19.

O documento é apresentado como envio de baliza para comparação entre as gestões, com foco nas decisões de 2020. O ato marcou também a memória de Rosana Aparecida Urbano, diarista que morreu como a primeira vítima da pandemia no Brasil. Em sua fala, Lula citou falas de Bolsonaro contra vacinas e críticas a tratamentos sem embasamento científico.

Contexto

Padilha disse que produziu o relatório como cidadão, sem coordenação com o ministério. Questionado pela imprensa sobre a finalidade política do material, ele respondeu que não houve solicitação para distribuição oficial pelo governo. Lula, segundo Padilha, não requisitou que o relatório fosse amplamente divulgado pela estrutura ministerial.

Lula voltou a comparar sua gestão com a de Bolsonaro, buscando evidenciar supostas realizações de seu governo. O petista mira a atuação do ex-presidente e reforça a narrativa de oposição entre as gestões, mirando também o candidato rival Flávio Bolsonaro, senador pelo PL no Rio de Janeiro.

Repercussões

Entre aliados, a estratégia é associar o ex-diretor executivo da oposição ao que é visto como resistência à vacinação e a tratamentos sem respaldo científico. Comunicações de integrantes do PT enfatizam a necessidade de demonstrar resultados e ampliar o engajamento da base para a possível reeleição.

Padilha enfatizou que não houve uso da máquina pública para impulsionar o material. O ministro afirmou que o conteúdo foi elaborado por ele em caráter pessoal, mantendo a separação entre atuação institucional e posicionamento político do presidente.

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