- Valdemar Costa Neto, presidente do PL, afirmou à CNN que processará Ricardo Salles após as acusações de corrupção feitas pelo deputado.
- Salles afirmou em podcast que Valdemar e o PL teriam participado de desvios no Ministério dos Transportes e no DNIT, e pediu que Tarcísio de Freitas explique as supostas irregularidades.
- Não há provas apresentadas por Salles e, até o momento, não foi anunciada qualquer investigação sobre os episódios citados.
- A reação do PL visa manter a posição da legenda nas eleições de São Paulo, em meio à divisão da direita sobre a vaga ao Senado, com André do Prado (PL) indicado para concorrer, ao lado de Guilherme Derrite (PP).
- Pesquisas para o Senado, no entanto, indicam vantagem de ex-ministros do presidente Lula, com Simone Tebet na liderança, seguida por Márcio França e Marina Silva; Derrite e Salles aparecem entre os nomes na sequência.
Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, afirmou nesta segunda-feira (11) à CNN que pretende processar o deputado Ricardo Salles (Novo-SP) após ser acusado pelo parlamentar de corrupção. A declaração ocorreu em meio a uma disputa interna da direita sobre o Senado em São Paulo.
Salles participou do podcast IronTalks no último sábado (9) e afirmou que houve supostos desvios no Ministério dos Transportes e no DNIT, envolvendo a “turma do Valdemar”. O deputado também citou a atuação do então ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, hoje governador de São Paulo.
Segundo Salles, Tarcísio promoveu uma limpeza na pasta durante o governo Bolsonaro e relutou em se filiar ao PL em 2022, alegando conhecer práticas internas do partido. Não foram apresentadas provas ou documentos que sustentem as acusações, e não houve operação formal anunciada.
Valdemar rebateu, dizendo que não teme repercussão nas eleições e afirmou que o apoio de eleitores está com Bolsonaro. A declaração ressalta que a crise reforça a divisão na direita paulista na corrida ao Senado em outubro.
A disputa pela vaga em São Paulo envolve André do Prado (PL), ex-presidente da ALESP, que já foi indicado para concorrer ao Senado, e Guilherme Derrite (PP), atual secretário de Segurança Pública. Prado concorre ao lado de Derrite, em linha com o plano da casa.
A posição de Valdemar contrasta com o apoio defendido anteriormente por Jair Bolsonaro, que defendia o nome do vice-prefeito Mello Araújo para a candidatura ao Senado. A situação acende o debate interno sobre a melhor composição da direita paulista.
Pesquisas para o Senado em SP apontam favoritismo de ex-ministros do governo Lula, com Simone Tebet liderando a corrida, seguida por Márcio França e Marina Silva. Derrite e Salles aparecem na sequência das pesquisas, aumentando o peso da disputa entre alianças.
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