- A Cultural Landscape Foundation processa a administração Trump na Justiça federal em Washington para parar as obras no Reflecting Pool do Lincoln Memorial.
- A ação alega violação da National Historic Preservation Act ao realizar mudanças sem o procedimento de revisão federal, além de dizer que a Comissão de Fine Arts foi contornada.
- O projeto prevê o revestimento do lago com o tom “American Flag Blue”; o custo inicial estimado era de menos de $2 milhões, mas registros indicam contratação de cerca de $13,1 milhões com a Atlantic Industrial Coatings LLC.
- O Departamento do Interior, em defesa, diz que as obras preservam o local para as futuras celebrações do país.
- A disputa se conecta a outras decisões de construção da administração em Washington, como o projeto de um salão de baile na Casa Branca, que enfrentou confirmação legislativa para avançar.
A Cultural Landscape Foundation, organização sem fins lucrativos da região de Washington, entrou com uma ação federal contra a administração Trump. A entidade acusa o governo de ignorar procedimentos legais de revisão ao revestir a piscina refletora do Lincoln Memorial com uma tonalidade azul vibrante. A ação foi ajuizada na segunda-feira, em Washington, D.C.
O processo busca interromper as obras por meio de uma ordem liminar ou tutela provisória. A fundação argumenta que o Interior violou a National Historic Preservation Act ao alterar significativamente o monumento sem o procedimento federal de revisão padrão. A queixa também afirma que a Comissão de Belas Artes foi contornada.
O foco da disputa é a decisão de cobrir a piscina refletora com o tom chamado de “Blue da Bandeira Americana”, afirmado pelo presidente como sugestão de um contratado responsável por selar vazamentos. O Interior informou que o custo estimado cresceu, com registros de contratos indicando cerca de 13,1 milhões de dólares para a obra de recapeamento pela Atlantic Industrial Coatings LLC.
Quem está envolvido
Charles Birnbaum, presidente e diretor executivo da Cultural Landscape Foundation, afirma que a questão vai além da estética e envolve precedentes legais sobre mudanças em monumentos públicos. Birnbaum disse que a nova tonalidade pode transmitir uma sensação de resort ou parque temático, segundo entrevista ao Washington Post.
Contexto da defesa e próximos passos
O Departamento do Interior defende o projeto, dizendo que a obra preserva o local para gerações futuras e prepara o espaço para celebrações do 250º aniversário do país. A administração tem promovido a remodelação, inclusive com imagens geradas por IA divulgadas pelo presidente.
A ação também mencionou vínculos com outras disputas de obras públicas em Washington, como o projeto do salão de baile na Casa Branca, que enfrentou entraves legais após decisão judicial exigir aprovação do Congresso para a construção acima do solo.
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