- O senador Ciro Nogueira (PP-PI) anunciou que vai reapresentar a Emenda Master, que propõe ampliar o FGC de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por CPF.
- Segundo a PF, o texto foi elaborado pela assessoria do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, hoje liquidado.
- Nogueira é suspeito de receber vantagens para favorecer Vorcaro no Congresso, e nega irregularidades.
- Ele divulgou a declaração em vídeo nas redes sociais; a PF realizou a quinta fase da Operação Compliance Zero, envolvendo o senador.
- Em 2024, Vorcaro chamou o projeto de “bomba atômica” para o mercado, e na segunda-feira Nogueira contratou Conrado Gontijo para defendê-lo na investigação.
O senador Ciro Nogueira (PP-PI) afirmou que reapresentará a Emenda Master, proposta que pretendia ampliar o valor coberto pelo Fundo Garantidor de Créditos de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por CPF. A medida foi rejeitada em tramitação anterior.
A PF aponta que o texto da emenda foi redigido pela assessoria do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que já foi liquidado. Nogueira é suspeito de receber vantagens para favorecer Vorcaro no Congresso.
Em vídeo divulgado nas redes, Nogueira informou que ajustará o valor do FGC, destacando que pela Selic o montante deveria superar R$ 840 mil. Ele questionou a atuação de grandes bancos para defender correntistas.
Na semana passada, o senador foi alvo da PF na quinta fase da Operação Compliance Zero, o que ele nega perpassando irregularidades. A apuração envolve a possível influência sobre votações no Congresso.
Em 2024, Vorcaro, em conversa com a ex-namorada Martha Graeff, afirmou que o projeto seria uma bomba para o mercado financeiro, ajudando bancos médios e reduzindo o poder dos grandes.
Na segunda-feira, Nogueira trocou de defesa e contratou o criminalista Conrado Gontijo para representá-lo na investigação por suspeita de propina em favor do Master no Congresso.
Emenda Master: detalhes e próximos passos
A emenda envolve alterações no FGC, tema central das investigações. Não há confirmação de irregularidades comprovadas até o momento, e a defesa sustenta atuação dentro da normalidade legislativa. O caso segue em apuração.
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