- Nesta terça-feira, às 19h, o TSE realiza a cerimônia de posse de Kassio Nunes Marques na presidência da Corte.
- Além da solenidade, há uma festa comemorativa em um salão de festas de Brasília com convites a R$ 800 por pessoa, gerando reclamações entre magistrados.
- A prática de promover esse tipo de celebração é tradicional em Brasília para presidentes de tribunais, e o alto valor gerou desconforto até entre integrantes da alta cúpula.
- Alguns magistrados aguardam convites gratuitos ou optam por não participar devido ao custo elevado, mesmo entre colegas próximos a Nunes Marques.
- O evento deve reunir ministros de diversos tribunais superiores, advogados, congressistas e membros do governo, com potencial impacto político em ano eleitoral.
O TSE realiza nesta terça-feira, 12, às 19h, a cerimônia de posse de Kassio Nunes Marques na presidência da Corte. Além da solenidade, há uma festa comemorativa em um salão de festas de Brasília, com convite a R$ 800 por pessoa. A apuração inicial aponta desconforto entre magistrados diante do valor.
Segundo Teo Cury, do CNN 360°, o preço elevado gerou percepção de absurdo entre membros dos tribunais superiores, mesmo entre aqueles com salários superiores a R$ 30 mil. A prática de festas para ministros é tradicional em Brasília, variando conforme o perfil do magistrado.
Reações entre magistrados
Fontes citadas por Cury indicam que o assunto é sensível entre pares. Alguns afirmaram que não comentariam convites de colegas, outros disseram não pagar o valor. Um magistrado declarou não estar disposto a desembolsar o montante, mesmo não consumindo bebidas.
Diante do preço, houve expectativa por convites de cortesia ou adiamento para evitar gastos, conforme apuração. O comportamento não ficou restrito a quadros menores, atingindo também integrantes da alta cúpula da Justiça.
Perfil agregador de Nunes Marques
O evento deve reunir ministros de diferentes tribunais, além de advogados, congressistas e membros do governo, segundo a apuração. O encontro é visto como espaço de network e discussões entre poderes.
A apuração também situou o momento em ano eleitoral, com potencial para reaproximações políticas nos bastidores. A reportagem aponta o perfil de Nunes Marques como alguém que transita entre parlamentares e o governo. Lula ligou para o magistrado em duas oportunidades sobre escolhas para cargos no TRF da 1ª Região e no STJ.
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