- Nos EUA, o governo federal entrou com ação de domínio eminente em 7 de maio, no Distrito do Novo México, buscando desapropriar Mount Cristo Rey, na fronteira Texas-México, para erguer o muro de Trump e impedir a entrada de migrantes.
- A Diocese Católica de Las Cruces pediu ao juiz que bloqueie a desapropriação, dizendo que tirar 14,2 acres violaria direitos religiosos de fiéis que sobem a montanha — até 40 mil pessoas participam da romaria na festa de Cristo Rei.
- O governo federal afirma que o interesse de construir o muro supera outras questões e ofereceria, pelo domínio, o valor de mercado da terra, estimado em cerca de $183 mil; o CBP chamou o projeto de “Smart Wall”.
- A montanha fica a poucos metros do lado americano da fronteira; desde a década de 1930 peregrinos de ambos os lados sobem o local, que abriga a estátua de Jesus no topo.
- Reação política: a deputada Veronica Escobar, moradora da região de El Paso, criticou a medida, dizendo que a apreensão do patrimônio comunitário não é justificável; dados oficiais apontam queda de encontros de migrantes na região, de cerca de 40 mil em março de 2023 para cerca de 1.200 em março deste ano.
O governo federal moveu uma ação de expropriação para a Mount Cristo Rey, à beira da fronteira Texas-México, buscando incorporar terreno da Igreja Católica. A decisão foi protocolada em 7 de maio na Justiça Federal do Novo México. O objetivo é viabilizar a construção de um novo trecho da muralha na fronteira, segundo autoridades. O local abriga uma grande estátua de Jesus no alto da montanha, situada parcialmente no lado americano.
A Diocese Católica de Las Cruces contesta a medida e pede que a Justiça bloqueie a aquisição de 14,2 acres. Alega que a desapropriação violaria direitos religiosos de fiéis que sobem a rota de peregrinação há décadas. Estima-se que até 40 mil pessoas subam a montanha no dia da festa do Cristo Rei, conforme dados da diocese.
O que está em jogo
O governo afirma que a muralha é necessária para reforçar a segurança na fronteira, destacando o uso de um suposto “Smart Wall” com padrões de detecção remota. O terreno seria avaliado pelo valor de mercado, estimado em cerca de 183 mil dólares, que a administração diz buscar pagar aos detentores legais.
Reação local e contexto
Autoridades federais dizem que a aquisição é preferível de forma voluntária, mas que, na ausência de acordo, o uso de poderes de expropriação é inevitável. A comunidade local destaca a importância histórica do local para peregrinação e cultura da região. Parlamentares da área criticam a abordagem governamental, defendendo alternativas de segurança fronteiriça.
Histórico e precedentes
O marco data de 1930 e ficou conhecido pela estátua de Cristo no cume, que atrai visitantes de ambos os lados da fronteira. Horários de acesso para peregrinos costumam exigir passagem por pontos oficiais de entrada. Dados oficiais apontam queda nas travessias ilegais na região de El Paso, com diminuição de encontros de migrantes nos últimos anos.
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