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MPRJ denuncia 11 PMs por propina; cabo é preso

MPRJ denuncia onze PMs por cobrar propina de comerciantes em Belford Roxo; cabo é preso e grupo terá afastamento de atividades e suspensão de porte de arma

1 de 1 MPRJ - Foto: Divulgação/MPRJ
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  • Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou onze policiais militares por corrupção, envolvendo cobrança de propina de comerciantes para prestar segurança a comércios em Belford Roxo.
  • O cabo Michel Maia Rodrigues foi preso e, junto com os demais denunciados, teve afastamento das atividades e suspensão do porte de arma determinada pela Auditoria da Justiça Militar.
  • A ação, coordenada pelo Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública do MPRJ (Gaesp/MPRJ), aponta que o esquema ocorria durante o expediente no 39º Batalhão da Polícia Militar.
  • Segundo a denúncia, o cabo atuava como articulador e intermediário, recebendo propinas toda sexta-feira e repassando aos PMs escalados para o serviço semanal; houve quebra de sigilo bancário que comprovou as transações.
  • A investigação também aponta que as mensagens entre o cabo e comerciantes indicavam a finalidade de um policiamento “diferenciado”, com a presença de viaturas conforme pagamento.

O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou 11 policiais militares por corrupção. Eles teriam cobrado propina de comerciantes para prestar proteção a lojas em Belford Roxo. Um mandado de prisão contra o cabo Michel Maia Rodrigues foi cumprido, e o Juízo da Auditoria da Justiça Militar determinou o afastamento dos denunciados e a suspensão do porte de arma.

A ação é coordenada pelo Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública do MPRJ, o Gaesp. Os investigados teriam estruturado um esquema de propina para atuar durante o expediente no 39º Batalhão, mantendo o serviço de proteção aos comércios mediante pagamento regular.

Michel Maia atuava como articulador e intermediário do esquema, segundo a denúncia, e mantinha ligação com uma milícia local. O MPRJ teve acesso a quebra de sigilo bancário que revelou dezenas de transações envolvendo os denunciados. Propina era repassada aos PMs escalados para o serviço semanalmente.

Os investigadores identificaram que, em troca de mensagens com comerciantes, a finalidade da propina incluía assegurar um policiamento diferenciado e disponibilidade constante dos agentes ao comércio. Também houve registro de reclamações de comerciantes sobre a ausência de viaturas após o pagamento.

A denúncia compõe o desdobramento da Operação Patrinus, que prendeu 10 policiais por extorsão a comerciantes em Belford Roxo. O Ministério Público informou que as investigações continuam para esclarecer todos os poderes e vínculos envolvidos.

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