Em Alta NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisConflitosPolítica

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Nigéria amplia proteções à vida selvagem com nova lei

Senado aprova lei para fortalecer proteção de fauna; define crimes, amplia competências de agências e exige capacitação, sujeita à assinatura presidencial

White-bellied pangolin (Phataginus tricuspis) in Ondo state, Nigeria. Adedotun Ajibade via iNaturalist (CC BY-NC 4.0)
0:00
Carregando...
0:00
  • O Senado da Nigéria aprovou, em outubro de 2025, um projeto de lei para fortalecer a proteção à vida silvestre, que aguarda a assinatura do presidente.
  • A ideia é preencher lacunas legais, conectando a legislação interna a acordos internacionais como a Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (CITES) e outras normas de proteção de espécies migratórias.
  • O texto cria listas de Schedule I e Schedule II: a caça, posse, transporte ou venda de espécies incluídas no Schedule I é proibida; espécies do Schedule II podem ser caçadas ou comercializadas apenas com licença.
  • A fiscalização passa a incluir a Nigeria Customs Service como responsável por apreensões de produtos de vida silvestre, com necessidade de maior capacitação das agências envolvidas.
  • Embora haja apreensões relevantes, processos judiciais contra traficantes costumam ser raros; a lei busca ampliar provas e cooperação internacional para responsabilizar redes criminosas, além de exigir treinamento e recursos para aplicação efetiva.

O Senado da Nigéria aprovou em outubro de 2025 um projeto de lei para fortalecer a proteção de animais silvestres. A proposta busca substituir um conjunto de leis antigas e alinhar o país a tratados como CITES e a Convenção sobre Espécies Migratórias. O texto aguarda a assinatura presidencial.

Defensores do projeto afirmam que a nova lei cria base mais sólida para endurecer sanções e ampliar o alcance de crimes contra a fauna. O texto propõe esclarecer o que constitui crime de vida selvagem, incluindo caça, posse e comércio de espécies listadas. Também redefine competências das agências de fiscalização.

A legislação vigente apresentava lacunas entre regras administrativas, penas e a atuação de diferentes órgãos. Pesquisas de 2021 mostraram que a aplicação era limitada e que casos raramente avançavam no sistema judiciário. A nova lei promete melhorar o fluxo de processos entre autoridades.

Novo marco regulatório e sanções

A proposta cria Schedule I, com proibições totais de comércio de espécies altamente ameaçadas, e Schedule II, com regras mais brandas mediante licenças. Também determina que a Nigeria Customs Service cuide das apreensões, independentemente de o tráfico ocorrer no país ou no exterior.

Especialistas ressaltam que, para ser efetiva, a aplicação depende de recursos e treinamento. O texto amplia instrumentos de investigação, incluindo acesso a registros telefônicos, dados financeiros e documentos de negócios para demonstrar redes de crime. Além disso, facilita cooperação internacional.

Envolvidos destacam que, na prática, o foco precisa ir além de traficantes flagrados. A nova lei visa responsabilizar organizadores e financiadores do crime, por meio de investigações orientadas por inteligência. O objetivo é frear redes transnacionais que operam na África, Europa e Ásia.

Com organizações como a Africa Nature Investors Foundation e a Environmental Investigation Agency atuando em parceria com autoridades, a expectativa é de maior eficácia na aplicação da lei. O desafio persiste na disponibilidade de capacitação e de infraestrutura para a police, a alfândega e o judiciário.

Perspectivas locais e impactos

Muitos criadores e caçadores locais temem impactos diretos para a subsistência, sobretudo em áreas de zona rural. A regulamentação ampliará a lista de espécies protegidas, incluindo aves de rapina e primatas, com regras específicas para cada categoria.

Morakinyo, defensor da lei, afirma que a prova de efetividade não depende apenas de penas mais duras, mas de recursos para fiscalização. A expectativa é reduzir mercados clandestinos e aumentar a fiscalização de feiras, mercados e rotas de exportação.

Críticas apontam que sem apoio estatal, programas de transição econômica podem não impedir que comunidades recorram à caça ilegal para sobrevivência. O governo é chamado a oferecer alternativas viáveis, com treinamentos, crédito e opções de renda.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais