- Valmir de Francisquinho, pré-candidato ao governo de Sergipe pelo Republicanos, afirmou em rádio que é contra a participação de mulheres na política.
- Em outra entrevista, ele negou que a esposa seja candidata e criticou a participação feminina em geral.
- O ex-prefeito de Itabaiana afirmou ter colocado mulheres em cargos de poder na gestão municipal, citando que, em 2012, escolheu uma mulher para vice-prefeita e que 9 das 13 secretarias eram chefiadas por mulheres.
- Sobre a esposa, Monique Cruz Santos (advogada), Valmir disse ter conversado com ela e que ela não tem pretensões políticas.
- As falações geraram críticas de adversárias, como a deputada federal Delegada Katarina (PSD-SE) e a deputada estadual Kitty Lima (PSB); em 2022, o registro de candidatura dele foi negado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe (TRE-SE) por abuso de poder econômico. A eleição deste ano é contra o governador Fábio Mitidieri (PSB).
Valmir de Francisquinho, pré-candidato ao Governo de Sergipe, afirmou que não admite a participação de mulheres na política. A declaração foi dada em uma entrevista a uma rádio do interior, na sexta-feira, 8, prática denunciada pela oposição.
Na defesa, nesta terça-feira, ele alegou ser alvo de ataques de adversários. Entre seus argumentos, destacou que, quando foi prefeito de Itabaiana, quarta maior cidade sergipana, colocou mulheres em cargos estratégicos e manteve um histórico de gestão com respeito às mulheres.
Sobre a própria mulher, Monique Cruz Santos, Valmir afirmou ter conversado com ela sobre a possibilidade de candidatura, mas ressaltou que ela não tem pretensões políticas. A parceira é advogada e atua como profissional liberal.
Reações apontam críticas de integrantes da oposição. A deputada Delegada Katarina classificou a fala como lamentável e preocupante para a política sergipana. Já a deputada Kitty Lima disse que o comentário revela visão atrasada sobre o papel feminino.
Valmir já havia tentado concorrer ao governo em 2022, quando teve o registro de candidatura negado por unanimidade pelo TRE-SE, devido a condenação por abuso de poder econômico em 2019. Nesta eleição, ele disputará o cargo contra o governador Fábio Mitidieri, que busca a reeleição.
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