- Temer afirmou que é preciso aguardar as investigações sobre as relações entre o senador Ciro Nogueira e o banqueiro Daniel Vorcaro antes de tirar conclusões, mantendo a sua “melhor impressão” de Nogueira.
- O ex-presidente disse não se apressar e que, se houver equívocos, eles aparecerão com o tempo.
- A Polícia Federal informa que a emenda relacionada ao Fundo Garantidor de Crédito foi encomendada por Vorcaro à assessoria do Banco Master e apresentada por Nogueira no Senado.
- Nogueira negou ter apresentado a emenda na íntegra conforme recebida e afirmou que o FGC é privado, criticando a falta de ajuste do teto há treze anos.
- Temer defende a dosimetria como caminho de pacificação no país e pediu que o STF julgue rapidamente a liminar de Moraes sobre a constitucionalidade da lei, para que haja redosagem das medidas caso necessário.
Michel Temer, ex-presidente, pediu cautela diante das investigações em curso que envolvem o senador Ciro Nogueira e o banqueiro Daniel Vorcaro. A declaração ocorreu em Nova York, após reports sobre o caso Master, com base em informações da Polícia Federal. O ex-presidente afirmou que não cabe tirar conclusões antes das apurações.
Temer disse ter a melhor impressão de Nogueira, mas destacou a necessidade de aguardar os desdobramentos das investigações para confirmar ou afastar responsabilidades. Ele afirmou ainda que, se houver equívocos, estes se revelarão com o tempo. O comentário ocorreu no contexto de debates sobre o tema.
Nogueira e Vorcaro estão no centro de investigações que analisam supostos indícios de fraude no caso Master. A PF aponta que o texto de uma emenda relacionado ao Fundo Garantidor de Crédito foi encomendado a uma assessoria do Banco Master e apresentado pelo senador no Senado com a mesma redação.
Segundo apurações, Vorcaro teria solicitado a Emenda que ampliava o teto de cobertura do FGC para 1 milhão de reais. Em diálogos, o banqueiro comentou que a emenda apresentada pelo senador saiu exatamente como ele determinou, conforme informações da investigação.
Temer também comentou sobre o tema da pacificação nacional. O ex-presidente defende a continuidade da dosimetria, entendida como redução de penas para condenados na tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023, e pediu celeridade no julgamento de ações no Supremo relacionadas ao tema.
Ele comentou ainda sobre atuação do STF no julgamento de ações que discutem a constitucionalidade da dosimetria, sugerindo que o tribunal analise rapidamente cada caso para eventuais ajustes na legislação. O ex-presidente ressaltou que a decisão deve ser tomada com rapidez para pacificar o país.
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