- O ministro Guilherme Boulos disse que o governo é contra qualquer tipo de transição para as empresas adotarem a escala 5×2 e 40 horas semanais, defendendo fim imediato da escala 6×1.
- Boulos afirmou que 37 milhões de brasileiros não têm direito a dois dias semanais de descanso e chamou a resistência de “terrorismo patronal” contra a proposta.
- O ministro disse que não há necessidade de transição e que a aprovação depende de ações do Legislativo, com prioridade dada pelo governo por meio de regime de urgência.
- O papel de conversar com o presidente do Senado sobre a aprovação do projeto fica com o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, segundo Boulos.
- Boulos questionou a posição do senador Flávio Bolsonaro sobre o fim da escala 6×1, sugerindo que ele decepa os trabalhadores e defende privilegiados.
O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, garantiu que o governo é contra qualquer regime de transição para ampliar o tempo de adaptação ao fim da escala 6×1. A declaração foi dada ao chegar à comissão especial sobre a redução da jornada na Câmara dos Deputados, em Brasília, no dia 13 de maio de 2026.
Boulos afirmou que 37 milhões de brasileiros não têm direito a dois dias de descanso por semana e apontou resistência do setor empresarial contra a proposta. O ministro reiterou que não deve haver transição para a implementação da escala 5×2 e 40 horas semanais, enfatizando que o governo não apoia esse modelo.
Ainda segundo o ministro, a responsabilidade de dialogar com o Senado sobre a aprovação do projeto cabe ao ministro José Guimarães, da Secretaria de Relações Institionais, que atua como ponte entre Executivo e Legislativo. Boulos mencionou que o governo enviou o projeto com regime de urgência para definir prazo de análise.
Contexto da tramitação legislativa
Boulos também citou a atuação de Davi Alcolumbre, presidente do Senado, na condução de pautas ligadas à matéria. Ele destacou que o formato atual do debate envolve a PEC em tramitação na comissão especial e o envio de propostas pelo Poder Executivo.
O ministro questionou a posição do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência, sobre o fim da escala 6×1, sugerindo que há uma tendência de omissão em defesa do trabalhador. A fala ocorreu no contexto de mobilizações políticas e discussões sobre a jornada de trabalho.
Entre na conversa da comunidade