- O ministro Guilherme Boulos criticou deputados bolsonaristas contrários ao fim da escala 6×1, dizendo que, para defender o trabalhador, eles atuam como “gatinhos” e, para interesses do grupo, são “leões”.
- Boulos destacou que esses parlamentares não participaram da audiência pública da comissão especial que discute a 6×1, levando a questionamentos sobre suas prioridades.
- O ministro afirmou que defender a família de verdade é permitir que o trabalhador tenha tempo para ficar com a família, não apenas discurso público.
- O governo não admite aprovar a PEC que encerra a escala 6×1 com regime de transição e menciona um projeto de lei com urgência constitucional para regulamentar a mudança.
- O presidente da Câmara, Hugo Motta, informou acordo com o governo para votar também o PL do Executivo sobre o fim da escala 6×1, para ajustar a legislação à redução da jornada e valorizar a negociação coletiva.
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, criticou parlamentares bolsonaristas contrários ao fim da escala 6×1. Ele afirmou que, quando defende interesses do grupo, esses deputados atuam com força, mas, em defesa do trabalhador, aparecem como favoráveis apenas às suas próprias pautas.
Boulos mencionou que parte da oposição não compareceu aos debates da comissão especial que discute o fim da 6×1, destacando a percepção de prioridades do grupo. A fala ocorreu antes da audiência pública da comissão, na quarta-feira.
O ministro também afirmou que o governo não admite um regime de transição para a eventual aprovação da PEC que encerra a escala 6×1. Ele comparou com a ausência de transições em outros temas, como benefícios a empresários.
Segundo ele, não houve transição para benefícios a grandes empresas nem exonerações fiscais com esse objetivo, e o Executivo já enviou um projeto de lei de urgência constitucional para acompanhar a PEC, ainda neste ano.
Mais cedo, o presidente da Câmara, Hugo Motta, informou ter acordo com o governo para votar também o PL que regula a implementação da medida, caso a PEC seja aprovada. O acordo envolve ajustes legais para a mudança na jornada.
O entendimento foi discutido em reunião com os ministros Luiz Marinho (Relações Institucionais) e Trabalhista. Motta afirmou que o PL servirá para adequar a legislação às mudanças constitucionais propostas.
Marinho reforçou que o projeto buscará valorizar as negociações coletivas para equilibrar interesses de trabalhadores e empresários, assegurando segurança jurídica e previsibilidade na implementação da jornada reduzida.
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