- O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou que o mandato de Flávio Bolsonaro deve ser cassado por causa de um áudio em que o senador pede dinheiro ao dono do Banco Master para financiar o filme Dark Horse.
- A declaração ocorreu após audiência pública na Câmara sobre o fim da escala 6 X 1, em 13 de maio de 2026.
- O Intercept Brasil publicou que Daniel Vorcaro se comprometeu a pagar R$ 134 milhões para financiar o filme sobre Jair Bolsonaro; R$ 61 milhões teriam sido pagos entre fevereiro e maio de 2025, e o restante foi cobrado em novembro, pouco antes da prisão do empresário pela Polícia Federal.
- Flávio Bolsonaro disse, em nota e vídeo, que houve negociação para patrocínio privado, sem dinheiro público nem Lei Rouanet, e que o áudio mostra um filho buscando patrocínio para a história do próprio pai.
- Boulos questionou a pré-candidatura de Flávio à Presidência, afirmando que o caso é grave e que, se houver acusações, devem ser comprovadas, e não apenas divulgadas.
O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou nesta quarta-feira (13/05/2026) que o mandato de Flávio Bolsonaro deve ser cassado. O motivo é a divulgação de um áudio em que o senador supostamente solicita dinheiro para financiar o filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro.
Boulos disse que a conversa, divulgada pelo Intercept Brasil, é grave e não se trata apenas de suspeitas. Segundo ele, a existência de áudio com voz identificável é suficiente para abrir responsabilidade sobre o cargo no Senado.
O ministro afirmou ainda que, independentemente do objetivo do recurso financeiro, o episódio tem consequências. Ele afirmou que não é favorável a linchamento, mas destacou que há prova apresentada e que a discussão envolve o mandato de Flávio Bolsonaro.
Áudio de Flávio
O Intercept Brasil informou que Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, comprometeu-se a pagar R$ 134 milhões para financiar a produção do filme sobre a vida de Jair Bolsonaro. Parte do valor foi paga entre fevereiro e maio de 2025, segundo a reportagem.
Segundo a reportagem, o repasse restante teria sido cobrado por Flávio Bolsonaro em novembro de 2025, cerca de um dia antes da prisão do banqueiro pela Polícia Federal. A publicação afirma possuir documentos que comprovam as transações, sem detalhar os valores completos.
Flávio Bolsonaro divulgou nota em vídeo na qual não detalha os montantes, mas afirma que houve negociação para patrocínio privado de um filme sobre a história do próprio pai. O senador garantiu que não houve dinheiro público nem lei Rouanet, e reiterou apoio à CPMI do Banco Master.
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