- Flávio Bolsonaro reuniu‑se com o presidente do STF, Edson Fachin, para uma apresentação institucional; classifica a conversa como amistosa e afirma ser pré‑candidato com perfil mais centrado e propositivo.
- Disse que, se eleito, terá paz entre os poderes e olhará para os problemas do país sem criar atritos, distinguindo seu estilo do do pai, Jair Bolsonaro, que seria mais reativo.
- Não há previsão de encontro com o vice‑presidente do STF, Alexandre de Moraes; o senador critica a decisão de Moraes de suspender a Lei da Dosimetria, chamando o ato de estranho.
- Moraes suspendeu a aplicação da Lei da Dosimetria até que questões sobre a validade da norma sejam julgadas; o texto permite recalcular penas de condenados por atos de 8 de janeiro.
- Sobre a campanha, Flávio defende o publicitário Marcello Lopes (Marcelo), coordenador de comunicação, afirmando ser amigo dele e que não há relação dele com o caso citado pela Folha de S. Paulo.
Na manhã desta quarta-feira (13), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teve uma reunião institucional com o presidente do STF, Edson Fachin. O objetivo foi apresentar-se como pré-candidato à Presidência e defender um tom propositivo, com menos reatividade a provocações entre os Poderes. O senador disse ter ficado com boa impressão após o encontro e deixou claro que busca um ambiente de maior cooperação institucional.
Flávio afirmou que, se eleito, adotará um perfil mais centrado e voltado a soluções para os problemas do país, evitando atritos entre os três Poderes. Segundo ele, a prioridade é manter a estabilidade institucional, sem pautar a atuação do STF com base em disputas políticas. Ele ressaltou que o encontro ocorreu em tom amistoso.
Questionado sobre eventuais encontros com o vice-presidente do STF, Alexandre de Moraes, o senador disse não ter agenda confirmada, mas não descartou diálogo. Moraes deverá assumir a presidência do STF após o término da gestão de Fachin, em setembro de 2027. Flávio criticou a decisão de Moraes de suspender a aplicação da Lei da Dosimetria, classificando-a como inadequada no momento processual.
Em relação à atuação de Moraes na condução de ações que afetam o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses, Flávio afirmou que a postura do ministro pode influenciar a percepção dos eleitores sobre o processo político. Para o senador, o voto pode considerar o equilíbrio entre os Poderes e a pacificação institucional.
Relação com Vorcaro e Marcello Lopes
O senador foi questionado sobre a relação entre o publicitário Marcello Lopes, conhecido como Marcelão, e o empresário Daniel Vorcaro, após reportagem da Folha de S.Paulo. Lopes atua como coordenador de comunicação da campanha de Flávio e nega envolvimento com qualquer operação prejudicial à liquidação determinada pelo Banco Central.
Flávio defendeu Lopes, afirmando que o publicitário é um amigo próximo e profissional qualificado. O senador disse que pode contar com ele para reforçar a credibilidade da campanha, afastando qualquer relação com as acusações apresentadas pela reportagem. Ele reiterou que Lopes não tem relação com o alegado plano relatado na matéria.
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