- Lindbergh Farias (PT-RJ) acionou a Polícia Federal, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir a investigação de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, envolvendo financiamento de um filme sobre Jair Bolsonaro.
- A peça baseia-se em áudios, mensagens e documentos divulgados pela Intercept Brasil, que apontariam negociação direta de Flávio com Vorcaro para aporte de US$ 24 milhões, equivalentes a R$ 134 milhões.
- Lindbergh sustenta que há relação próxima entre Flávio e Vorcaro; o ex-banqueiro está preso desde março por suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master.
- Segundo o material, Flávio chamava Vorcaro de “irmão”, cobrava parcelas atrasadas e mencionava risco de paralisação da produção, com prejuízos a contratos, elenco, direção e equipe do longa.
- O pedido requer inquérito, quebras de sigilos fiscal, bancário, telefônico e telemático, busca e apreensão, bloqueio de bens, apreensão de passaporte e prisão preventiva do senador; Flávio afirma ter buscado patrocínio privado para um filme privado, sem dinheiro público ou Lei Rouanet, e nega irregularidades.
Lindbergh Farias (PT-RJ) acionou a Polícia Federal, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre possível relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro no financiamento de um filme em homenagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A denúncia foi protocolada após reportagem do Intercept Brasil reveler que houve negociação de aporte financeiro direto com Vorcaro, no valor de US$ 24 milhões.
Segundo o documento assinado pelo deputado, áudios, mensagens e documentos apresentados pela reportagem indicariam uma relação próxima entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro, que está preso desde março sob suspeita de irregularidades envolvendo o Banco Master. O material aponta Flávio chamando Vorcaro de irmão e discutindo parcelas atrasadas, com sinalização de risco de paralisação da produção.
Na peça, Lindbergh solicita a instauração de inquérito, a quebra de sigilos fiscal, bancário, telefônico e telemático do senador, além de busca e apreensão, bloqueio de bens, apreensão de passaporte e a representação ao STF pela prisão preventiva de Flávio. O objetivo é esclarecer a relação entre o político e o investidor.
Flávio Bolsonaro confirmou o recebimento do pedido, mas negou irregularidades. Em nota, o senador afirmou ter buscado patrocínio privado para um filme sobre a história de seu pai, sem uso de dinheiro público ou da Lei Rouanet. Ele disse não ter oferecido vantagens, não ter intermediado negócios com o governo e não ter recebido dinheiro ou benefícios.
Acompanhe os próximos desdobramentos
As autoridades devem analisar os documentos e decidir sobre eventual prosseguimento de investigações e medidas cautelares, conforme os trâmites legais. A defesa de Flávio Bolsonaro não forneceu novos comentários oficiais até o momento.
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