- O deputado Lindbergh Farias afirmou que apresentará à Polícia Federal uma representação para a prisão preventiva do senador Flávio Bolsonaro, após a divulgação de áudios sobre negociações com o banqueiro Daniel Vorcaro.
- Os áudios, atribuídos a Flávio Bolsonaro, tratam de financiamentos para um filme ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A reportagem é do Intercept Brasil.
- Segundo Lindbergh, houve transferências de pelo menos US$ 10,6 milhões entre fevereiro e maio de 2025 para o projeto.
- Flávio Bolsonaro informou em nota que o dinheiro destinou-se a um projeto audiovisual privado sobre a trajetória do pai, negando contrapartidas e qualquer relação com dinheiro público.
- O senador também afirmou que o contato com Vorcaro ocorreu em dezembro de 2024, quando não havia acusações públicas, e que o caso não envolve recursos públicos nem lei Rouanet.
Lindbergh Farias (PT) disse nesta quarta-feira 13 de maio de 2026 que encaminhará uma representação à Polícia Federal visando a prisão preventiva de Flávio Bolsonaro. A medida envolve registros de áudios que teriam relação com negociações de financiamento para um filme sobre a família Bolsonaro.
Segundo o parlamentar, os áudios, apurados pelo The Intercept Brasil, apontam indícios de contribuição financeira teriam sido realizadas por Daniel Vorcaro para a produção audiovisual. O dinheiro estaria ligado a atividades privadas, não públicas, segundo Lindbergh.
O deputado afirmou, em rede social, que Flávio Bolsonaro precisa ser detido para evitar interferência nas investigações. Foi citada também a participação de Eduardo Bolsonaro nas negociações com Vorcaro, segundo o relato de Lindbergh.
Entenda o caso
Os diálogos atribuídos a Flávio Bolsonaro apontam cobranças de valores pagos para a produção cinematográfica, com estimativa de pelo menos US$ 10,6 milhões (cerca de 61 milhões de reais na cotação de 2025). O projeto envolve o ator Jim Caviezel e outros nomes do elenco internacional.
Entre os trechos veiculados, há relatos de receio com impactos financeiros que poderiam comprometer a continuidade da obra caso os pagamentos não fossem honrados, com menção a possíveis perdas de elenco e equipe.
A resposta de Flávio Bolsonaro
Em nota, Flávio Bolsonaro sustenta que os recursos destinavam-se a um projeto audiovisual privado sobre a trajetória de seu pai. O senador nega contrapartidas, afirma não ter promovido encontros fora da agenda e garante que não houve intermediação com o governo.
Flávio diz ainda que o patrocínio é exclusivo de origem privada, sem uso de recursos públicos ou da Lei de Incentivo à Cultura. O senador reforça que o caso é distinto de supostas irregularidades envolvendo outros atores políticos.
Avanços e próximos passos
A reportagem não obtiveram resposta imediata de Daniel Vorcaro até a publicação. O texto será atualizado caso haja manifestação oficial. A defesa do banqueiro ainda não se pronunciou publicamente sobre o assunto.
A Polícia Federal não confirmou ou comento o conteúdo das acusações até o momento. A expectativa é pela avaliação das informações reunidas pela imprensa e por eventuais desdobramentos legais.
Entre na conversa da comunidade