- O Parlamento francês divulgou hoje um relatório sobre o roubo de joias do Louvre, acusando o museu de priorizar prestígio e influência em vez de segurança.
- O documento também questiona o plano de quase $1 bilhão de Emmanuel Macron para reformar o Louvre, anunciado em janeiro de 2025.
- A comissão afirma que a segurança foi relegada a segundo plano, mesmo após auditorias realizadas em dois mil e dezessete e dois mil e dezenove.
- As auditorias geraram um Plano Diretor de Equipamentos de Segurança, mas ele não foi implementado a tempo pelo antecessor de Laurence de Cars, Jean-Luc Martinez.
- Dentre as medidas propostas estão: eleição de diretores por conselhos; ampliar o Fundo de Segurança para além dos $35 milhões iniciais; e ampliar a equipe da missão de Segurança, Defesa e Auditoria do Ministério da Cultura.
O Parlamento francês acusa o Louvre de ter priorizado o prestígio e a influência em detrimento da segurança antes do roubo de joias ocorrido em 19 de outubro de 2025. A denúncia é feita pelos deputados Alexis Corbière e Alexandre Portier, responsáveis pela comissão de investigação, em relatório divulgado hoje.
O documento analisa como a segurança do museu foi relegada a um segundo plano, mesmo após auditorias em 2017 e 2019 que apontaram falhas. O furto ocorreu em plena luz do dia e Somente nove peças foram levadas em menos de oito minutos, impactando a reputação do maior museu de arte do mundo.
O relatório questiona o plano de quase US$ 1 bilhão do presidente Emmanuel Macron para reformar o Louvre, anunciado em janeiro de 2025. Macrón visitou o museu após a divulgação de um memorando vazado, que alertava sobre danos em espaços museológicos em más condições. O memorando foi escrito por Laurence de Cars, ex-diretora do Louvre, que se demitiu em fevereiro, assim como Rachida Dati, então ministra da Cultura, que também deixou o cargo.
Contexto das denúncias
Conduzido ao longo de mais de cinco meses, o conjunto de ouvidas envolveu cerca de 100 interlocutores, entre profissionais do museu, autoridades locais e ex-ministros. O material coletado aponta para repetidas falhas de segurança que permitiram o roubo de nove joias, com valor estimado em US$ 102 milhões.
Segundo o relatório, a segurança vem sendo tratada de forma secundária desde a gestão anterior ao da Cars. Mesmo após planos de 2019, a implementação da estratégia de equipamentos não ocorreu de forma ágil. A comissão destaca impactos operacionais e de confiança institucional.
Propostas de mudanças
Entre as recomendações, os deputados defendem que diretores do museu passem a ser eleitos por conselhos, incluindo membros do parlamento, em vez de nomeação presidencial. O texto sugere ampliar o Fundo de Segurança, atualmente com cerca de US$ 35 milhões, para além do patamar atual. Também orienta maior estrutura administrativa da Segurança, Segurança, e Auditoria do Ministério da Cultura.
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