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Polícia Federal afirma que deputado usou causa animal para fraudes

Polícia Federal aponta que o deputado Marcelo Queiroz usou a pauta animal para favorecer contratos fraudulentos entre RJ Pet e Consuvet, com R$ 193,6 milhões em pagamentos

Deputado Marcelo Queiroz (PSDB-RJ) foi alvo da operação Castratio nesta semana. Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
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  • A Polícia Federal informou ao Supremo Tribunal Federal que o deputado Marcelo Queiroz (PSDB-RJ) se associou à causa animal para participar de um suposto esquema de fraudes em licitações, alvo da operação Castratio, deflagrada no Rio de Janeiro nesta terça-feira, 12.
  • Segundo as investigações, as irregularidades teriam começado quando Queiroz chefiava a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do estado, com valores somando cerca de R$ 200 milhões.
  • O esquema envolveria a Subsecretaria de Proteção e Bem-Estar Animal, a RJ Pet e a empresa Consuvet, com 19 contratos firmados entre 2021 e 2023, totalizando pagamentos de R$ 193,6 milhões.
  • A Polícia Civil aponta padrão de favorecimento, fraudes em licitações e indícios de desvio de recursos públicos, com documentos supostamente datados antes da constituição formal da Consuvet.
  • Queiroz afirmou que não há relação entre sua imagem e problemas do governo, está à disposição para esclarecer, e o governo estadual informou que os contratos foram originalmente firmados pela Seapa, extintos em 2024, com serviços da Consuvet suspensos após auditoria.

A Polícia Federal informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que reuniu indícios de que o deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB-RJ) se associou à causa animal para se beneficiar de um suposto esquema de fraude em licitações. A denúncia envolve a Operação Castratio, deflagrada no Rio de Janeiro nesta terça-feira (12), com suspeita de fraude na contratação, pelo governo estadual, de uma empresa de castração de animais.

As investigações apontam que as irregularidades teriam começado quando Queiroz chefiava a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Rio (Seapa). A soma dos negócios sob suspeita chega a quase R$ 200 milhões. A PF destaca que, ao longo dos últimos anos, o engajamento político com a causa animal estaria ligado a contratos fraudados que teriam gerado votos e prestígio.

De acordo com a Polícia Civil, o esquema envolvia servidores, empresários e operadores financeiros, com foco em contratos da Subsecretaria de Proteção e Bem-Estar Animal, a RJ Pet, firmados com a empresa Consuvet. Entre 2021 e 2023, a RJ Pet firmou 19 contratos com a Consuvet, totalizando cerca de R$ 193,6 milhões previstos para pagamentos. Investigadores apontam um padrão de favorecimento, fraudes em licitações e indícios de desvios de recursos públicos.

Defesa e posições

Marcelo Queiroz afirmou, em nota, que há infundação na ligação entre sua imagem e problemas do governo estadual, associando o tema a motivos eleitorais de 2024. O deputado disse respeitar as instituições e o processo legal e afirmou estar disponível para esclarecer os fatos. O governo do estado informou que os contratos em questão foram originalmente firmados pela Seapa e estão extintos desde 2024, quando a Secretaria de Saúde (SES) assumiu a gestão do RJ Pet; após auditoria, os serviços da Consuvet foram suspensos. A defesa da Consuvet não foi localizada para comentar o caso.

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