- Valmir de Francisquinho, pré-candidato do PL ao governo de Sergipe, afirmou que mulheres não devem ocupar cargos políticos durante entrevista na Itabaiana FM, ao ser questionado sobre a possível candidatura da esposa, Thaylane Monique, em 2026.
- Em resposta à repercussão, ele disse, em 12 de maio, que suas falas foram distorcidas e destacou seu histórico de decência e respeito às mulheres, citando que em 2012 escolheu uma mulher para vice-prefeita e que nove das treze secretarias na primeira gestão foram comandadas por mulheres.
- O político afirmou ter conversado com a esposa sobre a possibilidade de candidatar-se; Thaylane Monique Cruz Santos é advogada e, segundo ele, não tem pretensões políticas.
- A declaração recebeu críticas de adversários, como a deputada estadual Kitty Lima, que afirmou que o comentário reflete visão atrasada e defendeu maior participação de mulheres na política.
- Dados do Tribunal Superior Eleitoral apontam que, embora as mulheres representem 51,5% da população, elas ocupam menos de 20% do Senado e cerca de 17,7% das cadeiras na Câmara; as últimas eleições mostraram que mulheres são 53% do eleitorado, mas apenas 34% dos candidatos são mulheres e 17% se electo.
Valmir de Francisquinho, pré-candidato do PL ao governo de Sergipe, afirmou que mulheres não devem ocupar cargos políticos. A declaração ocorreu durante entrevista à Itabaiana FM, na sexta-feira, dia 8, quando foi questionado sobre a possível candidatura da sua esposa, Thaylane Monique, em 2026. O debate aconteceu em Itabaiana, região sul do estado.
Durante a conversa, o ex-prefeito de Itabaiana deixou claro que não admite mulher na política, repetindo a posição de forma direta. A fala gerou repercussão nas redes locais e entre adversários, que classificaram o comentário como retrógrado e inadequado para o cenário eleitoral.
Nesta terça-feira, 12, Valmir se defendeu dizendo que suas declarações foram distorcidas para promover ataques contra ele. O pré-candidato ressaltou seu histórico de respeito às mulheres, citando a participação feminina em sua gestão anterior.
Sobre Thaylane Monique Cruz Santos, ele informou que, em conversa prévia, a mulher não possui pretensões políticas. Monique é advogada e profissional liberal, segundo o político, e não existe intenção de ingressar na arena eleitoral.
A crítica ao posicionamento de Valmir partiu de colegas de oposição, como a deputada Kitty Lima (PSB), que afirmou que a afirmação reduz o papel das mulheres e reforça uma visão retrógrada da sociedade. Ela defendeu maior participação feminina na política.
Dados eleitorais ajudam a contextualizar o tema. Segundo o TSE, as mulheres respondem por 53% do eleitorado, mas representam menos de 20% do Senado, cerca de 17% da Câmara e 34% dos candidatos nas últimas eleições, em média.
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