- Trump publicou na Truth Social, em 12 de maio de 2026, uma imagem da Venezuela como se fosse o 51º Estado dos EUA, com o mapa nas cores da bandeira americana e a inscrição “51st State”.
- O post ocorreu um dia após ele afirmar aos jornalistas que considera seriamente transformar a Venezuela em um estado dos EUA, citando reservas de petróleo estimadas em US$ 40 trilhões.
- Segundo a Fox News, integrantes da Casa Branca e assessores da área de energia têm se reunido com executivos do setor para incentivar investimentos no país.
- As exportações venezuelanas chegaram a mais de 1 milhão de barris por dia em abril, maior patamar desde 2018, segundo a notícia associada às ações da administração de Trump.
- A presidente interina Delcy Rodríguez rejeitou a ideia de anexação, dizendo que os venezuelanos amam a independência e que a unificação nunca seria considerada.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou na Truth Social uma imagem da Venezuela como se fosse o “51º Estado” norte-americano. O post, feito na terça-feira, 12 de maio de 2026, mostra o mapa venezuelano pintado nas cores da bandeira dos EUA e com a inscrição “51st State”.
A origem da postagem está associada a afirmações de Trump aos jornalistas da Fox News de que avalia seriamente transformar a Venezuela em estado dos EUA, com base em reservas de petróleo por ele estimadas em US$ 40 trilhões. A ideia ganhou repercussão após esse comentário.
Trump disse aos jornalistas que a Venezuela “ama Trump” e comentou que o governo dos EUA já administra o setor petrolífero venezuelano após a retirada de Nicolás Maduro do poder. Segundo a emissora, assessores da Casa Branca e especialistas em energia têm se reunido com executivos do setor para estimular investimentos.
A mesma publicação cita dados de exportação venezuelana: em abril, o país atingiu mais de 1 milhão de barris por dia, o maior patamar desde 2018. A Casa Branca afirmou à Fox News que apenas Trump pode ser creditado pela revitalização dessa parceria.
Reações e contexto
Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela, rejeitou a hipótese de anexação, afirmando que os venezuelanos prezam pela independência e que a ideia não seria considerada. A crise diplomática permanece sem confirmação de interesse venezuelano em abrir negociação nesse sentido.
Não é a primeira vez que Trump utiliza mapas ou montagens para comunicar posições políticas. Em abril, ele publicou imagem com o Estreito de Ormuz renomeado em sua homenagem. Materiais anteriores também mostraram cenários envolvendo o Golfo da América, Groenlândia e Canadá.
Em fevereiro de 2026, Trump divulgou outra imagem gerada por inteligência artificial mostrando Canadá, Groenlândia e Venezuela cobertos pela bandeira dos EUA, em contexto de afirmações sobre expansão de influência.
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