- Em acordo histórico, a Vale encerra de forma definitiva a escala 6×1 em todas as unidades do Brasil, fixando a jornada semanal em 40 horas para mais de 100 mil trabalhadores.
- A formalização foi assinada com a Superintendência Regional do Trabalho em Minas Gerais, a Central Única dos Trabalhadores e sindicatos, buscando acelerar discussões no Congresso sobre a redução da jornada.
- A empresa afirma que não haverá redução salarial e que a mudança visa melhorar a qualidade de vida e a saúde dos profissionais, com reflexo também sobre trabalhadores terceirizados.
- O acordo pode servir de modelo para setores como engenharia e construção civil, incentivando outras empresas a adotarem diretrizes semelhantes.
- O governo federal propôs reduzir a jornada de 44 para 40 horas, mantendo oito horas diárias e dois dias de descanso, com tramitação avançando no Congresso e debates em audiências públicas.
Em acordo inédito, a Vale encerra a escala 6×1 em todas as unidades no Brasil e fixa jornada máxima de 40 horas semanais para mais de 100 mil trabalhadores. A formalização ocorreu com a Superintendência Regional do Trabalho em Minas Gerais, a CUT e dirigentes sindicais, com efeito imediato, antes de discussão no Congresso. A medida não reduz salários.
Representantes da mineradora destacam que o objetivo é melhorar qualidade de vida e saúde, sem perdas correspondentemente salariais. O acordo também estimula empresas terceirizadas, como engenharia e construção, a adotarem padrões semelhantes, segundo Jairo Nogueira, da CUT Minas.
A mudança acontece em meio ao debate nacional sobre redução da jornada de trabalho e preservação de ganho. O governo defende teto de 40 horas semanais, mantendo oito horas diárias. A proposta propõe dois dias de descanso remunerado, com folga definida por negociações setoriais.
Contexto: panorama legislativo
Em abril, Lula enviou ao Congresso o projeto de lei 1838/26, para reduzir de 44 para 40 horas. O texto impede cortes salariais e altera dispositivos da CLT, adaptando regras ao mercado. Propostas de emendas à Constituição também circulam no Congresso.
A Câmara avançou na análise da matéria com comissões especiais e audiências públicas. O governo ampliou a participação de ministros, técnicos de Trabalho, Fazenda e Secretaria-Geral. A agenda inclui Belo Horizonte e São Paulo para discutir impactos.
Perspectivas e impactos
Comissão prevê ainda cinco audiências e seminários sobre produtividade e relações trabalhistas. Propostas variam entre quatro dias de trabalho e redução gradual para 36 horas. Empresários aguardam impactos nos custos; especialistas ressaltam necessidade de investimentos em produtividade e qualificação.
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