- Flávio Bolsonaro disse ter conversado com o pai, Jair Bolsonaro, na quarta-feira, 13 de maio de 2026, logo após o vazamento de áudios envolvendo Vorcaro.
- O ex-presidente teria mandado o filho “ficar firme” e negou a possibilidade de Michelle Bolsonaro ser candidata à Presidência.
- O senador confirmou que houve negociação para financiar o filme Dark Horse, sobre a trajetória de Bolsonaro, com Vorcaro.
- Segundo o Intercept Brasil, em 2025 Flávio pediu US$ 24 milhões para o filme; até então foram repassados US$ 10,6 milhões por meio da Entre Investimentos e Participações.
- Flávio afirmou que não houve uso de dinheiro público nem da Lei Rouanet e defendeu a instalação de uma CPI do Banco Master para esclarecer os fatos.
Flávio Bolsonaro, senador pelo PL do Rio de Janeiro, afirmou ter conversado com o pai, Jair Bolsonaro, na quarta-feira, 13 de maio de 2026, após o vazamento de áudio em que o outro envolvido, Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, aparece em negociação financeira para um filme sobre a vida do ex-presidente. A declaração foi dada à CNN Brasil.
Segundo apuração do Intercept Brasil, Flávio teria pedido US$ 24 milhões em 2025 para financiar o filme, com parcelas previstas. Parte do montante já teria sido repassada, totalizando US$ 10,6 milhões, sem que o senador tenha confirmado os valores. O contexto envolve a produção de um longa ainda sem roteiro definitivo.
A relação entre Flávio e Vorcaro remonta a dezembro de 2024, quando um intermediário aproximou as partes para discutir patrocínio privado. O primeiro encontro ocorreu em Brasília, na casa de Vorcaro, em 11 de dezembro de 2024. Em 16-17 de novembro de 2025, mensagens entre eles indicaram aproximação e apoio mútuo, até a prisão de Vorcaro na operação Compliance Zero.
Durante visita ao pai, que cumpre prisão domiciliar por motivos de saúde, Flávio afirmou que antecipou a expectativa de que adversários explorariam o tema do filme de forma pejorativa e mentirosa. O senador também afirmou que não houve uso de dinheiro público nem de mecanismos da Lei Rouanet para patrocínio.
A defesa de Flávio afirmou que a demanda era por patrocínio privado para um filme privado, sem vínculos com o governo. Conforme o relato, ele pediu apenas para esclarecer a história por meio de uma produção independente, sem relação com verbas públicas. A defesa defende a necessidade de CPI do Banco Master para esclarecer os fatos.
Entre na conversa da comunidade