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Guerra, inflação e tarifas de Trump abalam EUA, mas bolsa continua em alta

Wall Street resiste a crises políticas e econômicas, impulsionada pela IA, despite inflação elevada e tensões no Oriente Médio

US stock markets have not just recovered from the losses they suffered, but are thriving.
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  • Em 27 de março, o Dow Jones e o Nasdaq entraram em território de correção, com baixa superior a 10% frente ao pico, após um mês de quedas.
  • Em 13 de maio, mesmo com a guerra no Irã e preços de petróleo elevados, o mercado de ações se recuperou e segue em alta, com o Straits of Hormuz ainda fechado.
  • O Nasdaq subiu 11% desde o início do ano, impulsionado por investimentos em IA, enquanto Dow e S&P 500 permanecem próximos de máximos históricos.
  • Economistas descrevem a economia como “K shaped”: ricos seguem gastando e fortalecem as empresas, enquanto pessoas de renda menor enfrentam aperto, com maior peso do mercado acionário nas mãos do 1º decil superior.
  • O setor de IA concentra grande parte da valorização: sete grandes empresas dominam o S&P 500, incluindo Nvidia, Alphabet, Amazon, Apple, Meta, Microsoft e Tesla; há preocupação com possível bolha de IA.

O mercado financeiro dos Estados Unidos seguiu apresentando resistência mesmo diante de choques geopolíticos e econômicos. Em 27 de março, uma sexta-feira sombria, o petróleo subia e as tensões com o Irã elevavam a aversão ao risco, levando Dow e Nasdaq a recuar mais de 10% em relação ao pico.

Seis semanas depois, em 13 de maio, a situação no Médio Oriente permanecia tensa, com o estreito de Hormuz ainda fechado e preços da gasolina altos. O comentário do ex-presidente Trump sobre a motivação para encerrar conflitos não alterou a trajetória das ações.

A partir daí, o mercado americano não apenas se recuperou, mas acelerou o ritmo, superando a instabilidade política e o aumento da inflação. A Covid-19 e a invasão da Ucrânia já haviam sido absorvidas, e as tensões tarifárias ganharam menos peso.

O ímpeto da tecnologia

A Nasdaq, com foco em tecnologia, segue em alta graças ao contínuo investimento em IA. O índice registrou alta de cerca de 11% desde o início do ano, enquanto Dow e S&P 500 se aproximam de recordes, impulsionados por grandes empresas de tecnologia.

Investidores têm observado um comportamento de recuperação constante, apoiado pela percepção de intervenção da autoridade monetária em crises, caso haja abalos no sistema financeiro. A influência de uma política de apoio fica no centro das avaliações.

A economia em formato K

Apesar de a inflação ter recuado desde o pico de 2022, o público sente o impacto de preços mais altos. Em abril, a inflação anual chegou a 3,8%, acima de fevereiro. O consumo diverge entre grupos de renda, mantendo o aperto entre os menos favorecidos.

Relatórios do Federal Reserve de Nova York indicam que o consumo de combustíveis por‑baixo renda caiu, enquanto o de renda elevada não reduziu o gasto com gasolina, evidenciando o uso diferenciado de recursos.

Concentração de riqueza e IA

A maior parte da valorização do mercado está nas mãos de uma minoria. O top 10% da renda detém cerca de 87,2% das ações, enquanto o bottom 50% atua com apenas 1,1%. O consumo entre os mais ricos sustenta várias empresas.

No setor de tecnologia, poucas empresas dominam o peso do S&P 500. Entre elas, Nvidia se destaca pela liderança em chips de IA, acompanhada por Alphabet, Amazon, Apple, Meta, Microsoft e Tesla, todas com forte investimento em IA.

Riscos e perspectivas

O ritmo de expansão de IA gerou debates sobre uma possível bolha, com custos de capital elevados em IPOs bilionários anunciados para este ano. Analistas apontam que grandes operações no setor podem exigir vendas proportions futuras para quem busca liquidez.

Especialistas ressaltam que o impulso atual pode manter a recuperação, embora haja incertezas sobre a durabilidade de uma fase marcada por alto investimento privado e possíveis ajustes no mercado.

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