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Flávio Bolsonaro revisa versões sobre ligação com Daniel Vorcaro

Flávio Bolsonaro admite ter pedido dinheiro a Vorcaro para financiar filme privado, divergindo de defesas anteriores sobre o Master e a esquerda

Cinco pessoas em coletiva de imprensa, três vestem amarelo e verde, uma usa camiseta verde com frase O Pix é de Bolsonaro O Master é do Lula. Microfones de várias emissoras estão à frente.
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  • Flávio Bolsonaro admite ter pedido dinheiro a Daniel Vorcaro para financiar o filme sobre Jair Bolsonaro; valor total acordado seria de US$ 24 milhões, o que equivalia a cerca de R$ 134 milhões na época.
  • Vorcaro é proprietário do Banco Master, instituição liquidada pelo Banco Central; ele está preso e negocia delação premiada.
  • O senador defendia a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar o caso e, anteriormente, associava o escândalo ao PT e à esquerda.
  • Flávio afirmou que houve um contrato de patrocínio privado para um filme privado e disse que as parcelas não foram pagas; negou ter oferecido vantagens ou intermediado negócios com o governo.
  • Em evento de pré-campanha em Santa Catarina, o senador vestiu camiseta com a frase “O Pix é do Bolsonaro; o Master é do Lula” e houve mudança de tom após a divulgação da reportagem.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) admitiu ter negociado com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, pagamentos para financiar a produção de um filme sobre Jair Bolsonaro. A revelação veio após o The Intercept Brasil divulgar diálogos e pagamentos.

Segundo a reportagem, Vorcaro teria repassado R$ 61 milhões para bancar a produção Dark Horse, com valor total acordado de US$ 24 milhões (cerca de R$ 134 milhões na época). O filme ainda não foi lançado.

Flávio afirmou que houve um contrato e que o investimento foi um patrocínio privado para um filme privado. O senador afirmou ter conhecido Vorcaro em dezembro de 2024, ainda sem acusações contra o banqueiro.

Ainda conforme a apuração, os atrasos nas parcelas levaram Flávio a cobrar a liberação dos pagamentos. Vorcaro está preso, sob acusação de liderar fraudes no Banco Master, que foi liquidado pelo BC em novembro. Ele negocia delação premiada.

O senador também voltou a defender a instalação de uma CPI para apurar o caso. Em contrapartida, Flávio já havia negado ligações entre sua família, a direita e Vorcaro em declarações anteriores.

A reportagem mostra que, em evento de pré-campanha em Santa Catarina, Flávio usou uma camiseta com a mensagem de apoio ao governo, o que contrasta com suas declarações públicas sobre o tema. A nota do senador também cita ataques a adversários.

Desdobramentos e posicionamentos subsequentes indicam que o tema segue em tramitação no Congresso, com investigações em curso e pressões políticas em torno do caso Vorcaro e do Master. A apuração cita ainda relações entre agentes públicos e empresas envolvidas.

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