- G. Robert Blakey, principal redator da lei RICO, morreu em 1º de maio, aos 90 anos, em Oak Park, Illinois.
- Criador do estatuto federal RICO, lançado em 1970 para combater organizações criminosas de forma mais ampla.
- Ao longo da carreira, alternou entre serviço público e ensino, principalmente na Universidade de Notre Dame.
- No final dos anos setenta, atuou como chefe de aconselhamento da House Select Committee on Assassinations, que investigou os assassinatos de John F. Kennedy e Martin Luther King Jr.
- Em entrevista de 1985 ao The New York Times, comentou as dificuldades de processar a máfia na época.
G. Robert Blakey, principal redator da lei federal que criou a RICO, morreu aos 90 anos. A notícia foi confirmada em 1º de maio, em Oak Park, Illinois, onde ele estava aos cuidados do filho, o juiz federal John Blakey.
Blakey destacou-se por estruturar o RICO, ferramenta legal usada para combater organizações criminosas desde 1970. Ao longo da carreira, alternou atuação pública e acadêmica, principalmente na Universidade de Notre Dame, sua alma mater.
Durante décadas, Blakey atuou também como conselheiro-chefe do House Select Committee on Assassinations, que investigou os assassinatos do presidente John F. Kennedy e do reverendo Martin Luther King Jr. Em entrevista, ele afirmou que a perseguição à máfia era complexa devido às limitações de estratégias legais da época.
Carreira e impactos
A trajetória dele incluiu o trabalho na Justiça dos EUA no início dos anos 60, quando relatou uma experiência de encontro com um mafioso durante um caso, lembrando que houve desentendimentos sobre as regras do sistema jurídico.
No âmbito acadêmico, Blakey orientou estudos sobre criminalidade organizada e contribuiu para o aperfeiçoamento de estratégias de investigação, além de orientar futuras gerações de juristas na Notre Dame.
A RICO, criada com base em suas propostas, proporcionou aos procuradores um instrumento para perseguir redes criminosas como um todo, enfatizando colaboração entre casos e atores, em vez de focar apenas crimes isolados.
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