- Frias, produtor executivo do filme Dark Horse, diz não haver contradição, apenas diferença de interpretação sobre a origem formal do investimento; Vorcaro não é signatário de relação jurídica e o Banco Master não figurou como investidor, segundo ele.
- A declaração anterior de Frias de que Vorcaro não financiou o longa foi feita antes de recuar, cerca de vinte horas após o comunicado da produtora Group Entertainment.
- A Entre, mencionada pelo deputado, é associada a Vorcaro e foi alvo de suspensões; a instituição foi liquidada pelo Banco Central, e a Polícia Federal aponta indícios de dono oculto do grupo.
- Frias afirma que Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro não têm sociedade no filme nem na produtora; eles teriam apenas autorizado o uso de direitos de imagem da família.
- O deputado sustenta que todo o dinheiro captado foi utilizado exclusivamente na produção, em capital privado, sem recursos públicos, mantendo a obra como projeto independente.
O deputado federal e ex-ator Mário Frias (PL-SP voltou a falar sobre o financiamento do filme Dark Horse, no qual atua como produtor executivo. Nesta quinta-feira 14/5, ele afirmou que não há contradição entre seus posicionamentos públicos e a origem do investimento, apenas uma diferença de interpretação formal.
Frias disse que Daniel Vorcaro, do Banco Master, não foi signatário de relação jurídica nem a instituição foi investidora. O deputado explicou que o relacionamento jurídico foi com a Entre, pessoa jurídica distinta, conforme nota publicada por ele.
A mudança de versão ocorreu menos de 24 horas após Frias negar qualquer aporte financeiro do Master no longa sobre Jair Bolsonaro, o que também coincidiu com o comunicado da produtora Group Entertainment na quarta-feira (13). Cerca de 20 horas depois, houve recuo.
Detalhes sobre envolvimento e uso de recursos
Frias reiterou que o senador Flávio Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro não integram sociedade no filme nem na produtora, limitando-se à cessão de direitos de imagem. Segundo o deputado, o valor captado foi investido exclusivamente na produção, sem uso de dinheiro público.
O caso envolve ainda a Entre, citada pelo deputado, que teria ligações com outras empresas de Vorcaro. O Estadão apontou que a instituição foi liquidada pelo Banco Central em março, e a Polícia Federal investiga possível atuação como “dono oculto” do grupo.
O deputado afirma que Dark Horse é uma superprodução com capital privado, elenco e direção de renome, e que permanece estruturada mesmo diante de ataques ao projeto. Frias sustenta que não houve desvio de recursos e que a obra segue com o apoio de investidores.
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