- MC Ryan SP deixou a Penitenciária II de Mirandópolis (SP) às 14h10 desta quinta-feira, após habeas corpus concedido pela Justiça Federal.
- A decisão ocorreu no âmbito da investigação Narco Fluxo, que apura esquema de lavagem de dinheiro ligado a bets ilegais, rifas clandestinas e tráfico internacional de drogas.
- Segundo a PF, o grupo teria movimentado mais de R$ 1,6 bilhão por meio de empresas de fachada, contas de passagem, criptomoedas e remessas ao exterior.
- A desembargadora entendeu que a prisão preventiva não poderia ser mantida sem elementos suficientes para denúncia pelo Ministério Público Federal, e pediu mais 90 dias de diligências.
- Mesmo em liberdade, MC Ryan SP terá medidas cautelares, como comparecimento mensal em juízo, comunicação de mudanças de endereço, proibição de deixar o país sem autorização e entrega do passaporte.
MC Ryan SP deixa presídio no interior de São Paulo após habeas corpus. A decisão ocorreu nesta quinta-feira (14), quando o cantor foi solto da Penitenciária II de Mirandópolis após parecer da Justiça Federal.
A liberação integra investigações da Operação Narco Fluxo, que apura esquema bilionário de lavagem de dinheiro ligado a apostas ilegais, rifas clandestinas e tráfico internacional de drogas. Segundo as apurações, o grupo movimentou mais de R$ 1,6 bilhão por meio de empresas de fachada, contas de passagem, criptomoedas e remessas ao exterior.
Na decisão, a desembargadora afirmou que a prisão preventiva não se sustenta sem elementos suficientes para oferecimento de denúncia pelo Ministério Público Federal. Não havia denúncia formal até o momento, e a PF solicitou mais 90 dias para concluir diligências e perícias. A magistrada destacou ainda que a prisão cautelar não pode servir para facilitar investigações.
O documento aponta excesso de prazo na investigação, indicando que os prazos legais para conclusão do inquérito e apresentação de denúncia não estavam sendo observados. Mesmo com a soltura, MC Ryan SP deve cumprir medidas cautelares, como comparecimento mensal em juízo, comunicação de mudança de endereço e proibição de deixar o país sem autorização, além da entrega do passaporte, se houver.
Segundo a PF, empresas do setor musical e de entretenimento teriam sido usadas para mesclar receitas lícitas com recursos provenientes de apostas ilegais e rifas digitais. No inquérito, o artista é apontado como suposto beneficiário final da estrutura investigada.
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