- Líderes do PT, PCdoB e PV no Congresso encaminharam à PGR e à Polícia Federal uma representação criminal contra o senador Flávio Bolsonaro por suspeitas que envolvem lavagem de dinheiro, organização criminosa, peculato, desvio de recursos públicos, falsidade ideológica, corrupção, evasão de divisas, coação no curso do processo e crimes contra a soberania nacional.
- A representação também envolve o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, o ex-presidente Jair Bolsonaro e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, relacionada ao repasse de R$ 134 milhões para financiar o filme Dark Horse.
- O documento aponta a possível articulação de recursos privados do Banco Master, verbas de emendas parlamentares, estruturas societárias ligadas à produtora e operações em dólar no exterior para financiamento político.
- A peça sustenta que estruturas ligadas à produção de Dark Horse teriam sido usadas para captar, circular ou ocultar recursos destinados à atuação política da família Bolsonaro, inclusive no exterior.
- Assinam a representação a senadora Tereza Leitão e os deputados Pedro Uczai, Jandira Feghali e Aliel Machado, entre outros; Flávio Bolsonaro disse que houve investimento privado e negou irregularidades, citando cláusula de confidencialidade.
Líderes do PT, PCdoB e PV protocolaram nesta quinta-feira (14) uma representação criminal na PGR e na Polícia Federal contra Flávio Bolsonaro e aliados. A acusação envolve crimes como lavagem de dinheiro, organização criminosa, peculato e desvio de recursos públicos, entre outros.
A representação inclui o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e envolve também o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, o ex-presidente Jair Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O documento foi apresentado um dia após reportagens sobre o financiamento do filme Dark Horse.
A peça sustenta que recursos privados vinculados ao Banco Master, verbas públicas oriundas de emendas, estruturas societárias ligadas à produção do filme e operações em dólar teriam sido articulados para financiamento político e blindagem institucional. A ideia é investigar se houve uma engrenagem de financiamento político e atuação internacional.
Segundo o texto, há a hipótese de lavagem de dinheiro transnacional, uso de entidades interpostas, fragmentação de repasses públicos, ocultação de beneficiários finais e possível caixa 2 político-eleitoral. A família Bolsonaro e seu grupo político teriam, conforme a representação, promoção antecipada do grupo no exterior.
Os signatários pedem a apuração do fluxo privado ligado a Vorcaro e do repasse de emendas destinadas a entidades ligadas à produtora do filme. Entre os representantes que assinam estão a senadora Tereza Leitão (PT-PE) e os deputados Pedro Uczai (PT-SC), Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e Aliel Machado (PV-PR).
Flávio Bolsonaro negou irregularidades em publicação nas redes sociais. Ele afirmou que não houve contato prévio com Vorcaro por cláusula de confidencialidade e que o aporte ocorreu apenas no contexto de um investimento privado na produção audiovisual.
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