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Secretário de Saúde deixa governo Starmer e mira substituir o premiê

Secretário de Saúde britânico lança desafio à liderança do Partido Trabalhista após derrota eleitoral e perda de confiança em Starmer

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, cada vez mais ameaçado no cargo (Foto: Neil Hall/EFE)
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  • Wes Streeting, secretário de Saúde do Reino Unido, pediu demissão nesta quinta-feira e deve lançar um desafio para substituir Keir Starmer como líder do Partido Trabalhista e premiê.
  • Em carta a Starmer, Streeting afirmou ter perdido a confiança na liderança e que seria desonroso e antiético continuar no governo.
  • A saída ocorre após derrotas trabalhistas nas eleições locais, com o Reforma Reino Unido impondo uma derrota histórica ao Partido Trabalhista.
  • Streeting disse que, após as eleições, nacionalistas estão em poder em todo o país, incluindo o Nacionalismo inglês representado pelo Reforma Reino Unido.
  • Para formalizar o desafio, Streeting precisa de apoio de 81 parlamentares trabalhistas (20% da bancada), segundo as regras da legenda; Starmer continua no cargo até a próxima eleição.

Wes Streeting pediu demissão do cargo de Secretário de Saúde do Reino Unido nesta quinta-feira, 14. A decisão pode abrir caminho para que ele lance um desafio à liderança de Keir Starmer, com a perspectiva de assumir o posto de primeiro-ministro caso o Partido Trabalhista mude de liderança.

Segundo a BBC, Streeting informou a Starmer que perdeu a confiança na atual linha de condução do partido e que continuar no governo seria desonroso e antiético. A carta transferiu a responsabilidade de definir o caminho do Labour para o grupo de parlamentares e sindicatos.

A demissão ocorre após eleições locais no Reino Unido na semana passada, que mostraram vitória expressiva do Reform UK, de orientação nacionalista, sobre o Labour. Outros membros do governo já haviam deixado seus cargos recentemente, aumentando a pressão interna.

Streeting afirmou que os resultados das eleições foram sem precedentes e destacaram o alcance dos nacionalistas no poder em várias regiões. Ele indicou que o debate futuro do partido deve privilegiar ideias em vez de disputas pessoais ou facções internas.

Desdobramentos

Para concorrer à liderança do Partido Trabalhista, Streeting precisa de apoio de 81 deputados, o equivalente a 20% da bancada na Câmara dos Comuns, conforme as regras vigentes. A imprensa britânica aponta que ele pode formalizar o desafio nos próximos dias.

Starmer reconheceu a necessidade de mudanças após a derrota eleitoral, mas afirmou que continuará à frente do governo até a realização da próxima eleição geral, sem indicar data provável. O cenário mantém a incerteza sobre quem liderará o Labour nas urnas.

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