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Castro afirma ter sido surpreendido pela operação da PF e mantém lisura

Defesa de Cláudio Castro diz estar surpresa com operação da PF e afirma que incentivos fiscais seguiram critérios legais, mantendo transparência com a Justiça

Cláudio Castro foi condenado pelo TSE e está inelegível. Dias antes do julgamento, ele renunciou ao governo do Rio de Janeiro — Foto: Getty images
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  • PF fez buscas na casa de Cláudio Castro, na Barra da Tijuca, e ele afirmou ter sido pego de surpresa, sem acesso ainda ao conteúdo do pedido.
  • A investigação apura possível ligação entre a Refit (antiga Refinaria de Manguinhos) e fraude fiscal bilionária; o grupo é apontado entre os maiores devedores de impostos.
  • A defesa sustenta que os procedimentos durante a gestão seguiram critérios técnicos e legais, inclusive na política de incentivos fiscais, e que a cobrança de dívidas foi acordada em parcelas próximas de R$ 1 bilhão.
  • Segundo a nota, a ação envolveu 17 mandados de busca e apreensão; a operação é vinculada a decisão do ministro Alexandre de Moraes, no âmbito da ADPF das Favelas.
  • O Rio está sob governo interino; Castro renunciou ao cargo em março; há discussão sobre a forma de escolha do governador substituto e ele mira candidatura ao Senado em outubro.

O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro afirmou ter sido surpreendido pela operação da Polícia Federal que cumpriu mandados em sua residência, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. A defesa diz que não teve acesso ao conteúdo do pedido de busca e apreensão.

Segundo a defesa, Castro está à disposição da Justiça para esclarecer os fatos e mantém a convicção de que atuou com lisura. O grupo Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, é alvo de apurações por suposta fraude fiscal bilionária envolvendo a empresa e seus sócios.

A PF informou que realiza a ação no âmbito de investigação sobre ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior. Ao todo, foram expedidos 17 mandados de busca e apreensão, com participação de agentes em veículos não identificados.

Detalhes da operação

Conforme o STF, a ordem foi emitida pelo ministro Alexandre de Moraes no âmbito da ADPF das Favelas, relacionada à atuação de organizações criminosas e a agentes públicos no RJ. A ação também envolve o recorte de políticas de fiscalização e incentivos fiscais estaduais.

A defesa relatou que Castro recebeu os agentes na residência junto de Analine Castro e dos dois filhos, com um celular e um tablet apreendidos. Segundo os advogados, a busca ocorreu sem contratempos, e o ex-governador colaborou com os policiais.

A operação ocorreu após Castro ter renunciado ao governo em março, pouco antes do recomeço do julgamento no TSE que resultou em inelegibilidade. A atual governança do estado é exercida por interino, sob a presidência do TJ-RJ.

Contexto e desdobramentos

O caso envolve também a atuação da Procuradoria-Geral do Estado na cobrança de dívidas da Refit. A nota da defesa afirma que a gestão de Castro garantiu pagamentos em parcelas que somam próximo a 1 bilhão de reais, ainda que o parcelamento esteja suspenso por decisão judicial.

A PF, ao cumprir os mandados, deixou o local após cerca de três horas, levando malotes com documentos. O portal GloboNews baseia-se em informações do g1 Rio para registrar a operação e seus desdobramentos.

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