- A Polícia Federal identificou uso de linhas registradas em nome de pessoas mortas por policiais federais durante a investigação da Operação Sem Refino, envolvendo a Refinaria Refit.
- A decisão do ministro Alexandre de Moraes autorizou buscas contra o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e a prisão de Ricardo Magro, dono da Refit, que reside nos EUA.
- Um dos números monitorados estava registrado em nome de uma pessoa morta em 2021, mas a linha permaneceu ativa para mensagens, ligações e conexões de WhatsApp, com contatos frequentes a um auditor fiscal.
- A PF sustenta que o uso reiterado das linhas aponta estratégia deliberada para ocultar a identidade e aponta possível participação de servidor federal na organização criminosa.
- Ao todo, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e sete afastamentos de função pública nos estados do Rio, São Paulo e Distrito Federal, indicando atuação coordenada entre empresários do setor de combustíveis e agentes públicos.
Durante as investigações da Operação Sem Refino, a Polícia Federal apontou uso de linhas telefônicas registradas em nomes de pessoas mortas. O alvo principal é a refinaria Refit, com ações definidas nesta sexta-feira (15). A investigação envolve autoridades do Rio de Janeiro e órgãos federais.
A PF aponta indícios de atuação coordenada entre empresários do setor de combustíveis, servidores públicos e a estrutura da refinaria. Mandados de busca atingiram Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal, totalizando 17 cumprimentos.
Entre os investigados, está Cláudio Castro, ex-governador do Rio de Janeiro, cujo nome aparece em decisão do STF autorizando buscas. Ricardo Magro, dono da Refit, reside nos Estados Unidos e também é alvo de medidas restritivas.
A defesa de Castro afirmou que a operação surpreendeu o ex-governador e que ele está à disposição da Justiça. A Refit e Magro negam ter envolvimento em falsas declarações fiscais ou em crimes de organização.
Indícios de ocultação de identidade
Segundo a decisão, uma linha monitorada estava registrada em nome de alguém que morreu em 2021, mas continuou ativa para mensagens, ligações e WhatsApp. O uso reiterado sugere estratégia para ocultar titulares.
Outra linha, associada a outra pessoa falecida no mesmo ano, aparece vinculada a contatos frequentes com um auditor fiscal do Rio. Investigadores veem relação com favorecimento a empresas do grupo investigado.
Abrangência do caso
A apuração investiga gestão fraudulenta, evasão de divisas, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e corrupção envolvendo a Refit e agentes públicos. A PF aponta possível envolvimento de servidor federal na organização criminosa.
A operação também aponta possível atuação em áreas da Secretaria de Fazenda, do Inea, da ANP e até de integrantes das forças de segurança, abrindo várias frentes de apuração.
A PF já cumpriu 7 medidas de afastamento de função pública. Os trabalhos continuam para esclarecer a participação de pessoas, empresas do setor e agentes públicos no esquema investigado.
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