- O ministro Alexandre de Moraes determinou a prisão preventiva de Ricardo Magro, apontado como controlador da Refit, grupo privado de refino e distribuição de combustíveis.
- Investigadores suspeitam que a empresa usava uma estrutura societária para ocultar patrimônio, disfarçar propriedade de bens e enviar recursos ao exterior.
- A Polícia Federal cumpriu 17 mandados de busca e apreensão na operação conhecida como “Sem Refino”, incluindo a residência do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro.
- Magro é visto como líder de uma organização criminosa envolvida em esquemas bilionários no setor de combustíveis; Moraes solicitou sua inclusão na lista vermelha da Interpol.
- A Refit disse que as questões tributárias estão em discussão judicial e administrativa e negou ter fornecido combustíveis para o crime organizado; Castro afirmou estar à disposição para esclarecer os fatos.
O Supremo Tribunal Federal determinou a prisão preventiva de Ricardo Magro, apontado como controlador da Refit, um dos poucos grupos privados de refino e distribuição de combustíveis no Brasil. A decisão foi proferida pelo ministro Alexandre de Moraes. A medida integra a investigação sobre infiltração do crime organizado na economia formal.
Investigadores federais afirmam que a Refit utilizava uma complexa estrutura societária e financeira para ocultar patrimônio, disfarçar a propriedade de bens e enviar recursos ao exterior. Esses elementos compõem o relatório da Polícia Federal anexado à decisão tornada pública nesta sexta-feira.
A Polícia Federal cumpre 17 mandados de busca e apreensão, incluindo na residência do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro. O caso é chamado de Operação Sem Refino, e o governo federal já havia acusado Magro de ser o maior sonegador de impostos do Brasil.
Detalhes da operação
Magro é descrito pela polícia como líder de uma organização criminosa envolvida em esquemas bilionários no setor de combustíveis. O grupo teria utilizado a Refit para drenar recursos de empresas em recuperação judicial, segundo os investigadores. Magro reside nos Estados Unidos, e Moraes solicitou a inclusão do empresário na lista vermelha da Interpol.
A Refit afirmou que as questões tributárias são tratadas pelas esferas judicial e administrativa e negou veementemente ter fornecido combustíveis para o crime organizado. A defesa do empresário também ressaltou que as medidas adotadas durante a gestão foram técnicas e legais, sem irregularidades comprovadas.
Contexto e desdobramentos
Os investigadores apontam que Magro cultivou influência em diferentes áreas da administração estadual para favorecer o grupo, com suspeita de cooptação de membros do aparato público. Em relação a Cláudio Castro, a operação aponta apoio a medidas que beneficiaram diretamente o conglomerado, incluindo uma lei de refinanciamento tributário apelidada de Lei Ricardo Magro. A Procuradoria-Geral do Estado teria atuado para permitir a retomada das operações da empresa.
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