- Painel no pré-evento do Blockchain.RIO 2026 tratou de regulação cripto, peso político do ecossistema e influência das redes sociais nas eleições.
- Marina Fagali anunciou a criação de um movimento de advocacy para ampliar a representação política da comunidade cripto no Brasil.
- Cláudio Couto avaliou que a polarização entre PT e bolsonarismo deve seguir, com candidaturas de terceira via enfrentando dificuldades.
- Congresso ganhou força nos últimos anos, alterando a relação entre Executivo e Legislativo e destacando pautas regionais nas eleições.
- Pesquisa apresentada mostrou maior engajamento político da comunidade cripto, com 5,4% sem posição definida; presença forte entre jovens e no Sudeste, e impacto de redes sociais e IA nas campanhas.
O painel Cripto e as Eleições de 2026, realizado no pré-evento do Blockchain.RIO 2026, reuniu líderes da comunidade cripto para debater regulação, influência política e uso de redes sociais no processo eleitoral. O encontro ocorreu no contexto do avanço regulatório no Brasil.
Participaram Marina Fagali e Cláudio Couto, que apresentaram leituras sobre o peso político do ecossistema cripto no cenário brasileiro e os desafios regulatórios atuais. O debate abordou o estágio prático da regulação e seus impactos na atuação do setor.
Movimento de advocacy
Ao abrir o painel, Marina Fagali anunciou a criação de um movimento voltado à representação política da comunidade blockchain e cripto no Brasil. A meta é ampliar a participação da comunidade diante do avanço regulatório.
Segundo a executiva, o movimento busca defender interesses coletivos, além dos de empresas, reconhecendo o valor da cripto em diversas esferas. Ela destacou que 2026 marca o início da implementação prática da regulação.
A executiva ressaltou a importância de se manter atento ao impacto regulatório durante um ano de eleições, para compreender consequências para a comunidade. A proposta visa ampliar segurança jurídica e governança do setor.
Cenário político e técnico
Cláudio Couto avaliou que a polarização entre PT e bolsonarismo deve permanecer em 2026, repetindo um padrão observado desde 2018. Ele afirmou que candidaturas de terceira via enfrentam dificuldades estruturais.
O professor destacou que o Congresso Nacional tem ganhado força, alterando a relação com o Executivo e promovendo um modelo de governo mais congressual. Também apontou o peso regional das eleições, com pautas locais predominantes.
Engajamento e eleitores
Fagali apresentou dados de uma pesquisa conjunta entre Paradigma, Datafolha, Hashdex e Coinbase, que mostram maior engajamento político entre investidores cripto. Parte relevante da comunidade tem clareza de posição política.
Ela informou que apenas 5,4% dos ligados ao ecossistema não souberam definir posição, contra 16% no conjunto da população. A pesquisa aponta maior presença entre jovens e concentração no Sudeste.
Impacto de redes sociais e IA
O painel discutiu a influência das redes sociais e da inteligência artificial nas campanhas. Couto disse que a circulação rápida de informações acelerou mudanças na prática política.
Ele ressaltou que conteúdos digitais moldam disputas eleitorais, debates legislativos e narrativas públicas. Segundo o especialista, o que circula online pode alterar o apoio a propostas em tempo real.
O evento integrou a programação de abertura do Blockchain.RIO 2026, que se dedica a blockchain, tokenização, IA e ativos digitais no Brasil.
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