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PF investiga grupo Refit, com Claudio Castro entre os alvos

Operação da PF mira grupo Refit e Claudio Castro, com bloqueio de ativos de cerca de R$ 52 bilhões e afastamentos de função pública

Grupo Refit é uma refinaria de petróleo localizada no Rio de Janeiro
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  • A Polícia Federal deflagrou a Operação Sem Refino contra o grupo Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, com 17 mandados de busca e apreensão, sete de afastamento de função e bloqueio de cerca de R$ 52 bilhões em ativos.
  • A investigação aponta fraude fiscal bilionária, ocultação patrimonial, lavagem de dinheiro e evasão de recursos ao exterior envolvendo o conglomerado de combustíveis, o ex-governador do estado do Rio de Janeiro, Claudio Castro, e o empresário Ricardo Magro.
  • O grupo é alvo de suspeitas de uso de estrutura societária complexa para dissimular bens e de irregularidades ligadas à operação da refinaria e a possíveis fraudes tributárias no setor de combustíveis.
  • Em novembre de 2025, o Refit já havia sido atingido pela megaoperação Poço de Lobato, que apurava organização criminosa, crimes tributários e lavagem de dinheiro; em outubro de 2025 houve interdição temporária da refinaria pela ANP.
  • Ricardo Magro, dono do grupo, está na lista de Difusão Vermelha da Interpol, segundo o STF; ele mora nos Estados Unidos. Claudio Castro também é investigado no âmbito da operação.

O grupo Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, está no centro da Operação Sem Refino, deflagrada nesta sexta-feira, 15. A ação da Polícia Federal investiga fraude fiscal bilionária, ocultação de patrimônio, lavagem de dinheiro e evasão de recursos ao exterior envolvendo o conglomerado do setor de combustíveis. Entre os alvos, aparecem o ex-governador do Rio de Janeiro Claudio Castro (PL) e o empresário Ricardo Magro, dono da Refit.

A operação, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, cumpre 17 mandados de busca e apreensão e 7 medidas de afastamento de função pública no Rio de Janeiro, em São Paulo e no Distrito Federal. Também houve bloqueio de cerca de 52 bilhões de reais em ativos financeiros e suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas, segundo a PF.

Grupo Refit é acusado de usar uma estrutura societária e financeira complexa para ocultação patrimonial e dissimulação de bens. A apuração envolve ainda indícios de inconsistências na operação da refinaria e possíveis fraudes tributárias no setor de combustíveis.

Contexto do grupo no setor de energia

Fundada durante a campanha nacionalista “O petróleo é nosso” e batizada como Refinaria de Manguinhos, a empresa foi projetada para atuar no refino de petróleo. Hoje, a Refit afirma ser a primeira refinaria privada do Rio de Janeiro e destaca grande capacidade de armazenagem de líquidos, com mais de 200 milhões de litros.

Histórico de investigações

O conglomerado já figura como um dos maiores devedores de ICMS em São Paulo e, entre-Br, é alvo de dívidas bilionárias, com possível impacto nos cofres estaduais e federais. Em novembro de 2025, houve a megaoperação Poço de Lobato, com indícios de organização criminosa, crimes tributários e lavagem de dinheiro. Em outubro do mesmo ano, a ANP interditou temporariamente a refinaria por suspeitas de não refino e de importação de gasolina irregular, o que a Refit negou.

Envolvidos na operação

Ricardo Magro, empresário e dono da Refit, também está na lista de investigados. O STF determinou sua inclusão na Difusão Vermelha da Interpol, indicando localização em território estrangeiro. Castro, ex-governador do Rio, é alvo de investigações ligadas ao esquema apurado pela PF; mandado de busca foi cumprido na residência dele, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

A Refit não se manifestou oficialmente sobre a operação até o momento. As defesas dos investigados ainda não foram localizadas, e o espaço continua aberto para esclarecimentos adicionais.

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