- O ministro Alexandre de Moraes determinou a prisão preventiva de Ricardo Magro, controlador do Grupo Refit, e autorizou a Polícia Federal a pedir a inclusão dele na Difusão Vermelha da Interpol (Red Notice).
- A operação ocorreu nesta sexta-feira, 15 de maio, com mandados de busca, apreensão e afastamentos de funções públicas. Magro vive nos Estados Unidos e não retorna ao Brasil desde 2018.
- A investigação o aponta como o “controlador de fato” da Refit e principal liderança de fraudes da estrutura criminosa, ligada à gestão fraudulenta, lavagem de capitais, sonegação fiscal e evasão de divisas no setor de combustíveis.
- A PF estima que o grupo tenha passivo aproximado de R$ 52 bilhões com a União, estados e Distrito Federal, sendo 94% desse valor concentrado na própria Refit; há também envolvimento com uma lei estadual chamada pela PF de “Lei Ricardo Magro”.
- A decisão cita esquema de blindagem patrimonial com offshores e imóveis, além de ligações com o setor público paulista e com o ex-governador Cláudio Castro, em meio a investigações sobre crimes econômicos e combustíveis.
O STF determinou a prisão preventiva do empresário Ricardo Magro, controlador do Grupo Refit, e autorizou a PF a pedir a inclusão dele na Difusão Vermelha da Interpol. A decisão envolve mandados de busca, apreensão e afastamentos de funções públicas, deflagrados nesta sexta (15/05). Magro mora nos EUA e não retorna ao Brasil desde 2018.
A operação não confirmou o paradeiro exato de Magro durante cumprimentos das ordens. A BBC News Brasil tentou contato com a defesa, sem retorno até o momento. A decisão aponta Magro como o “controlador de fato” da Refit e líder de supostas fraudes da estrutura criminosa.
A investigação envolve gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, evasão de divisas e crimes contra a ordem econômica ligados à comercialização de combustíveis. O ministro também afastou sete investigados de funções públicas e cariou buscas emendnços ligados a Cláudio Castro.
Quem é Ricardo Magro
Magro tem 52 anos, é advogado e atua no setor de combustíveis. Criado em São Paulo, comanda a Refit, que controla empresas de petróleo e derivados e a Refinaria de Manguinhos. A recuperação judicial da refinaria tramita na Justiça.
A trajetória pública de Magro inclui ligação com figuras políticas. Em 2016, alvo da Operação Recomeço, ele manteve contatos com autoridades e com o então deputado Eduardo Cunha. A relação com o Centrão também é citada por fontes.
Desde 2018 ele vive na Flórida, Estados Unidos, variando entre residências em Coral Gables e atividades no estado. Documentos apontam participação societária em oito empresas ativas ou inativas na região.
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