- A Baixada Santista vive confronto constante entre PCC e PM, com a facção exibindo armas nas ruas e barrando patrulhas em cidades como Santos, Cubatão e Guarujá.
- Moradores relatam barreiras em favelas, ausência de policiamento preventivo em várias áreas e operações apenas em ações específicas.
- No primeiro trimestre de dois mil e vinte e seis, houve 28 mortes ligadas a intervenção policial na região, mais da metade do total de quarenta e nove mortes registradas em todo o ano de dois mil e vinte e cinco.
- Desde dois mil e treze, a Baixada soma novecentos e vinte óbitos de civis ou suspeitos pela polícia, sendo novecentos e seisenta e seis decorrentes de ações da Polícia Militar e vinte e quatro pela Polícia Civil; quarenta e quatro agentes foram mortos no Deinter seis nos últimos vinte anos.
- Em dois mil e vinte e três e dois mil e vinte e quatro, a região viveu um dos seus períodos mais violentos, com episódios de confrontos e críticas ao uso de métodos duvidosos; o PCC ampliou controle territorial em alguns pontos e intensificou táticas mais duras.
A Baixada Santista vive um ciclo de confrontos entre a Polícia Militar e o PCC que persiste há anos, com episódios frequentes de violência. O cenário atual reforça a ocupação de território pela facção em diversas cidades da região.
Dados oficiais apontam uma escalada recente: no primeiro trimestre deste ano, 28 pessoas foram mortas em intervenções policiais nas nove cidades da região. O número representa mais da metade das mortes ocorridas em todo 2025, quando foram registradas 49 ocorrências.
Ao longo da série histórica iniciada em 2013, 920 pessoas foram mortas pela polícia na Baixada; 896 pela PM e 24 pela Polícia Civil. A região também registra mortes de agentes, com 44 ocorrências nos últimos 20 anos no Deinter 6, que abrange as principais cidades.
Panorama da violência
Nos últimos meses, moradores, policiais e investigadores relatam barreiras impostas por criminosos em bairros, dificultando o patrulhamento preventivo. Regiões como Guarujá aparecem entre as mais desafiadoras, com relatos de barricadas e ataques a forças de segurança.
Impacto na rotina local
A atuação do PCC na região é associada ao aumento de operações da PM, incluindo ações em favelas e comunidades. Em 2023 e 2024, a Baixada registrou momentos de maior violência, com mortes durante ações policiais e acusações de encurralamento de vítimas.
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