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Exército reavalia defesa com drones e mísseis diante guerras na Ucrânia e Irã

Brasil reestrutura o Exército para guerras modernas, priorizando drones, sensores e mísseis, com redução de prontidão e reorganização de recursos

Militares inspecionam bateria de defesa antiaérea na Europa. (Foto: ROBERT GHEMENT/EFE)
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  • A Política de Transformação do Exército, até 2043, prioriza drones, sensores, mísseis e defesas antiaéreas, em vez de ampliar apenas itens caros de defesa.
  • Drones passam a ser funcionamento central, com quatro categorias que vão de uso civil adaptado a ataques de longo alcance com maior viabilidade para nações que não fabricam mísseis.
  • O plano busca produção nacional quando possível, reduzindo dependência de fornecedores estrangeiros e privilegiando transferência de tecnologia.
  • Um sistema integrado de sensores e radares deverá compartilhar informações entre forças, com integração ao Sisfron e aos sensores da Aeronáutica e da Marinha; mira futuro em sensores quânticos.
  • A reotimização de recursos reduz projetos de treze para seis, fecha unidades desnecessárias e aumenta produção interna de munições, além de diminuir o efetivo de prontidão de quarenta para vinte por cento.

A Defesa do Brasil passa por uma remodelação profunda inspirada pelas guerras na Ucrânia e no Irã. A Política de Transformação do Exército, lançada em abril, redefine prioridades para até 2043, priorizando drones, sensores, mísseis e defesas antiaéreas, em vez de apenas itens caros como submarinos e caças.

O documento, elaborado durante a gestão do comandante Tomás Paiva, orienta a transformação da Força Terrestre. A ideia é adaptar a instituição à nova realidade de conflito, com foco em capacidades que proporcionem proteção de infraestruturas críticas e da população. A verificação foi feita com fontes próximas ao processo pela Gazeta do Povo.

Drones como pilar estratégico

Drones de ataque e de defesa, sensores e radares passam a figurar entre as principais entregas da política. A estrutura busca identificar ameaças aéreas, marítimas, terrestres e cibernéticas, com meios de resposta como foguetes e mísseis. A ideia é ampliar a autonomia tecnológica nacional.

A transformação prevê a reotimização de recursos já existentes, com fechamento de programas e realocação para áreas consideradas estratégicas. O objetivo é tornar o Exército mais ágil e eficiente diante de novos cenários de combate.

Sensores e vigilância integrados

O Exército investe em um sistema de sensores capaz de compartilhar dados em tempo real com a Aeronáutica e a Marinha. O Sisfron terá continuidade e aprimoramentos para monitorar fronteiras e detectar ações hostis em múltiplos ambientes, inclusive cibernéticos.

O plano prevê avançar rumo ao conceito de sensor quântico, com identificação de assinaturas mínimas de inimigos e aliados. A tecnologia é apresentada como potencial diferencial para rastrear ameaças com maior precisão.

Defesa antiaérea em destaque

A defesa antiaérea deixa de ser complemento e passa a eixo central da proteção das tropas e da população. O Astros 2020, agora chamado Astros-Fogos, integra artilharia de foguetes, mísseis e defesa aérea, com uso de Inteligência Artificial para ampliar alcance e resposta.

Apesar da flexibilização, há reconhecimento de que ainda é necessária cooperação internacional e transferência de tecnologia. A participação estrangeira é vista como parte da construção de capacidades nacionais diante de lacunas industriais.

Reotimização de tropas e recursos

Apesar de manter o núcleo tradicional, o Exército pretende reduzir estruturas menos eficientes e concentrar esforço em áreas de risco. O efetivo em prontidão máxima cairá de 40% para 20%, reforçando uma postura de dissuasão ajustada à realidade econômica.

A estratégia inclui aumentar a produção de munições e reduzir a dependência de fornecedores externos. Em eventos regionais, houve reforço rápido de tropas em fronteiras como reflexo dessa lógica de mobilização.

Contexto internacional e regional

Especialistas destacam que as mudanças respondem a lições de conflitos recentes, onde forças menores obtêm ganhos com soluções inovadoras. A percepção é de que o Brasil precisa acompanhar essa evolução para defender infraestruturas críticas e a população.

A transformação também sinaliza uma corrida armamentista global, com países buscando tecnologia de ponta para sobrevivência estratégica. Oficiais destacam que a indústria brasileira deve ganhar protagonismo na produção de drones e sensores, reduzindo vulnerabilidades a choques internacionais.

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