- O governador de Colorado, Jared Polis, comutou a pena de Tina Peters, ex-secretária do condado de Mesa, condenada por violar sistemas eleitorais.
- Peters deixará a liberdade condicional em junho; Polis afirmou que a sentença era desproporcional para uma primeira infração não violenta.
- Peters foi condenada em agosto de 2024 em sete acusações por acesso não autorizado a computador de eleição e por permitir acesso de pessoa não autorizada a equipamentos e registros de votação.
- Democratas criticaram a decisão, dizendo que ela afronta a democracia e pode abalar a confiança nas eleições; líderes como Jena Griswold, Phil Weiser e John Hickenlooper proferiram críticas.
- As reações incluíram apoio de alguns aliados de direita, com Donald Trump elogiando a medida e republicanos divididos entre críticas e elogios.
Polis anunciou nesta sexta-feira que comutaria a pena de Tina Peters, ex-secretária do condado de Mesa, condenada por adulterar equipamentos eleitorais. A decisão ocorre após Peters cumprir parte da pena por delitos ligados a falhas no sistema de votação.
Peters, uma republicana, foi condenada em agosto de 2024 a sete acusações por violar sistemas de eleição e permitir acesso não autorizado a urnas e registros. O caso ligou-se a alegações não comprovadas de fraude massiva na eleição de 2020.
A comutação gerou críticas de autoridades eleitorais e democratas em Colorado. A secretária de Estado Jena Griswold chamou a decisão de afronta à democracia, temendo danos à confiança pública no pleito.
A defesa de Peters destacou que a pena foi desproporcional para uma violação não violenta e ocorreu sem considerar fatores individuais. O governador afirmou não estar concedendo perdão, apenas ajustando o tratamento penal.
Entre os democratas, senadores e o procurador-geral de Colorado repudiaram a decisão, afirmando que reduz a responsabilidade e envia sinal negativo a quem questiona a integridade eleitoral.
Entre membros do Partido Republicano houve reações mistas: alguns elogiaram a medida como justiça, enquanto outros críticos preservaram tom de preocupação com impactos na confiança institucional.
A posição federal também ganhou destaque, com o ex-presidente Donald Trump incentivando publicamente a libertação de Peters nas redes sociais, em meio a cobranças de apoio a ações para revisar eleições.
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