- Wes Streeting anunciou, na Progress Conference, uma candidatura formal para substituir Keir Starmer, dizendo que deixar a União Europeia foi um erro catastrófico.
- Streeting criticou a cautela do Labour em relação ao Brexit, defendendo uma nova relação especial com a UE e a possibilidade de reingresso no futuro, mediante mandato eleitoral.
- O discurso reacende o debate interno sobre Brexit dentro do Labour, enquanto o partido mantém linhas vermelhas e não reingressa no mercado único ou na união aduaneira.
- O prefeito de Manchester, Andy Burnham, esteve em Makerfield para a campanha da eleição suplementar, prevista para 18 de junho, visando concorrer pela liderança trabalhista caso vença.
- Reform UK tenta capitalizar o tema, citando que cerca de 65% votaram a favor do Brexit na região em 2016, enquanto os Liberais, os Verdes e outros reforçam posições sobre a necessidade de mudança na relação com a UE.
Wes Streeting, ex-secretário da Saúde, mostrou-se disposto a disputar a liderança do Labour, após anunciar, em evento em Londres, que a saída do Reino Unido da UE foi um erro. O discurso ocorreu durante a Progress Conference, ligada ao setor Blairite do partido. Streeting indicou que fará um desafio formal para substituir Keir Starmer.
Conforme o eixo central do Labour, o partido tem sido cauteloso sobre o Brexit, buscando uma relação mais próxima com a União Europeia sem retornar ao mercado único ou à união aduaneira. Streeting criticou a postura de “muita cautela” do Labour e disse que o tema exige decisões sobre questões-chave da era atual.
Em Makerfield, o prefeito de Greater Manchester, Andy Burnham, participa de campanha de campo para a possível candidatura do Labour na disputa pela cadeira que deve ocorrer em 18 de junho. Burnham afirmou, em entrevista à ITV, que há um caso para a reentrada futura na UE, mas sem defender immediatamente o pleito na by-election.
O contexto da disputa
Reform UK tenta explorar o tema para atrair eleitores locais, apontando que cerca de 65% dos moradores votaram a favor do Brexit no referendo de 2016. O voto local é desmembrado de estruturas eleitorais, com registros de aproximadamente metade do apoio de Reform em Makerfield em eleições locais.
Burnham descreveu, ao BBC, que a nação seguiu um caminho considerado errado nas últimas quatro décadas, defendendo uma reindustrialização da região noroeste e um programa de construção de moradias públicas em escala semelhante ao período pós-guerra.
Outras forças políticas também se posicionam. O Liberal Democrats argumenta que o Reino Unido precisa de uma mudança estrutural, defendendo a participação no mercado único para estimular o crescimento. O Green Party defende a adesão plena à UE assim que houver vontade política.
Entre na conversa da comunidade