- Em Londres, ocorreram duas marchas rivais no centro neste sábado, 16 de maio de 2026, com milhares de participantes de ambos os lados.
- A Polícia Metropolitana mobilizou quatro mil agentes para manter a distância entre os grupos, em operação que custou £ 4,5 milhões e utilizou pela primeira vez câmeras de reconhecimento facial em tempo real nas estações Euston e King’s Cross St Pancras.
- Ao todo, foram registradas 43 prisões nos perímetros das manifestações até as 19h30; outras 22 pessoas foram detidas no Wembley durante a final da Copa da Inglaterra.
- O primeiro-ministro Keir Starmer afirmou que os organizadores da marcha de extrema-direita espalham “ódio e divisão” e que quem provocar tumultos enfrentará medidas legais.
- O comício pró-Palestina lembrou o Dia da Nakba; o grupo liderado por Tommy Robinson (Stephen Yaxley-Lennon) defendeu políticas anti-imigração, e houve discursos de Diane Abbott e Jeremy Corbyn.
Na região central de Londres, ocorreram neste sábado duas marchas rivais com milhares de participantes: apoiadores do comício de direita Unite the Kingdom e manifestantes pró-Palestina. A grande mobilização marcou uma das maiores operações de ordem pública da capital britânica nos últimos anos.
A Polícia Metropolitana mobilizou 4.000 agentes para manter a separação entre os dois grupos. A operação custou 4,5 milhões de libras e utilizou, pela primeira vez, câmeras de reconhecimento facial em tempo real nas estações de Euston e King’s Cross St Pancras.
Ao todo, a polícia registrou 43 prisões nos perímetros das manifestações até as 19h30. Outras 22 pessoas foram detidas no Wembley durante a final da Copa da Inglaterra, disputada na tarde de sábado. Quatro agentes foram agredidos e seis sofriam crimes de ódio.
Operação policial e prisões
A atuação incluiu monitoramento de ruas, controle de multidões e dispersão de ocorrências entre os grupos rivais. As forças de segurança destacaram que houve agressões contra integrantes da polícia e incidentes de ódio.
Contexto político e desdobramentos
O primeiro-ministro Keir Starmer afirmou que há incentivo ao ódio e à divisão por parte dos organizadores da marcha de direita, e que tumultos terão resposta legal. O pleito local recente tem colocado pressão interna no Partido Trabalhista.
Participantes e mensagens
O ato pró-Palestina enfatizou o Dia da Nakba e reivindicações contra ações militares na Faixa de Gaza, com participação do Stand Up to Racism. O comício de direita foi liderado por Tommy Robinson, que chamou a população à participação política para 2029.
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