- A Polícia Federal trocou a coordenação dos inquéritos da Operação Sem Desconto, que apura fraudes no INSS e envolveram Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
- Os casos foram transferidos para a Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores (Cinq), dentro da Coordenação-Geral de Repressão à Corrupção, Crimes Financeiros e Lavagem de Dinheiro; o delegado-chefe anterior deixou o cargo.
- A PF disse que a mudança aumenta a estrutura de investigação e que a equipe permanece, apenas com nova chefia.
- O ministro André Mendonça, relator do STF, cobrou explicações sobre a troca na reunião desta sexta-feira e afirmou que não foi informado previamente, buscando independência e continuidade do trabalho.
- A oposição reagiu: senador Carlos Viana encaminhou questionamentos à PF; Cabo Gilberto Silva pediu à PGR que apure a regularidade da mudança; Sóstenes Cavalcante protocolou requerimento para convocar o diretor-geral da PF.
A PF mudou a coordenação dos inquéritos da Operação Sem Desconto, que apura fraudes envolvendo o INSS e levou à quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A troca ocorreu após a transferência dos casos para a Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores (Cinq).
Antes, o caso era conduzido pela Coordenação-Geral de Polícia Fazendária; agora, fica sob a Cinq, parte da Coordenação-Geral de Repressão à Corrupção, Crimes Financeiros e Lavagem de Dinheiro. O delegado-chefe também foi substituído.
A PF afirmou que a mudança aumenta a estrutura de investigação, mantendo a equipe já envolvida. Segundo a instituição, apenas a chefia foi alterada, sem perda de delegados ou de continuidade nas apurações.
Os novos responsáveis responsáveis pela Sem Desconto se reuniram com o ministro André Mendonça, relator do caso no STF. Mendonça pediu explicações sobre a substituição, afirmou não ter sido informado previamente e ressaltou a necessidade de independência.
Pessoas ligadas ao caso temiam pressões sobre a equipe. A PF informou que o movimento foi burocrático e visou melhorar a condução das apurações, com tramitação prevista para o STF. Não houve mudanças no corpo de investigadores.
A Operação Sem Desconto começou em 2025 e já resultou na prisão de nomes do alto escalão do INSS e na criação de uma comissão parlamentar de inquérito. Uma linha de investigação envolve a possível participação de Lulinha como sócio oculto de um lobista.
O filho do presidente, Lulinha, não é formalmente investigado pela PF no momento, apesar das quebras de sigilo. O advogado dele afirma que ele não foi chamado para depor e se coloca à disposição para eventuais esclarecimentos.
A oposição reagiu à mudança. O senador Carlos Viana (Podemos-MG) questionou a motivação e pediu que o STF fosse informado sobre a decisão, além de preservar provas e linhas de investigação. Ele chamou as trocas de extremamente graves.
Líderes de oposição na Câmara protocolaram requerimentos para que a PGR apure a regularidade da troca e garanta a preservação de provas. O deputado Cabo Gilberto Silva destacou o interesse público e a necessidade de respostas rápidas.
O PL também protocolou pedido de convocação para que Andrei Mendes compareça à Câmara e explique o episódio. A expectativa é que o diretor-geral da PF preste esclarecimentos, caso o requerimento seja aprovado.
Entre na conversa da comunidade