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Flávio Bolsonaro defende cloroquina e critica medidas de Covid, pró-vacina

Flávio Bolsonaro defendeu cloroquina e criticou o isolamento no início da pandemia, mas passou a defender a vacinação a partir de 2021, buscando moderar seu discurso

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato a presidente
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  • No início da pandemia, Flávio Bolsonaro defendeu cloroquina e criticou medidas de distanciamento; chegou a afirmar ter se tratado com hidroxicloroquina e azitromicina em setembro de 2020.
  • Em março de dois mil e vinte e um, disse que tratamento precoce e vacina são complementares e apoiou a discussão sobre o tema, em resposta a críticas de autoridades.
  • Também defendeu o fim do isolamento horizontal e a adoção do isolamento vertical, para proteger os mais vulneráveis e permitir retorno ao trabalho, na prática semelhante à posição do pai.
  • Em julho de dois mil e vinte e um, posou sendo vacinado pelo então ministro da Saúde, distanciando-se publicamente da linha de Jair Bolsonaro.
  • Em setembro de dois mil e vinte e um, afirmou que todas as vacinas aplicadas no Brasil foram adquiridas pelo governo Bolsonaro, sem reconhecer o papel de outros governos na compra de imunizantes.

O senador Flávio Bolsonaro (PL) defendeu tratamentos sem eficácia comprovada na fase inicial da pandemia de Covid-19 e criticou medidas de distanciamento. Posteriormente, passou a divulgar a vacinação, posicionando-se como o “Bolsonaro que toma vacina”.

Antes de apoiar vacinas, Flávio elogiou a hidroxicloroquina e a azitromicina, compartilhando mensagens sobre tratamento precoce. Também questionou as medidas de isolamento defendidas por cientistas enquanto não havia vacina.

Em março de 2021, o senador sinalizou reconhecer a relação entre tratamento precoce e vacinação, respondendo a críticas ao tema. Nesse período, passou a acompanhar debates sobre aquisição de imunizantes.

Mudança de tom sobre as vacinas

No mesmo mês, Flávio participou de uma parceria para facilitar a compra de vacinas no Senado. Em julho de 2021, posou sendo vacinado pelo então ministro da Saúde, marcando distanciamento de discursos anteriores.

A partir de então, as publicações do senador passaram a defender a vacinação com maior frequência. Em setembro de 2021, afirmou que as vacinas adquiridas pelo governo federal tiveram papel central no país.

Em resumo, Flávio alternou posições: defendeu medicamentos sem eficácia comprovada no início da pandemia e, ao ganhar foco político com a crise, passou a defender a vacinação como parte de sua atuação pública. A assessoria não comentou o assunto.

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