- A paralisação da Long Island Rail Road, maior sistema de trem suburbano da América do Norte, continua no segundo dia após trabalhadores entrarem em greve.
- Cinco sindicatos representando cerca de metade da força de trabalho deixaram de trabalhar, interrompendo as operações logo após a meia-noite de sexta-feira.
- As negociações entre a MTA e os sindicatos estão emperradas sobre salários e prêmios de assistência médica; a administração Trump tentou mediar o conflito.
- A governadora Kathy Hochul pediu que quem puder trabalhe de casa; coletiva de imprensa está prevista para 11h.
- A interrupção deve afetar aproximadamente duzentos e cinquenta mil passageiros por dia, com ônibus de contingência limitados anunciados pela MTA.
O serviço da Long Island Rail Road (LIRR), maior sistema de trem de passageiros da América do Norte, permanece paralisado no segundo dia consecutivo após a greve de trabalhadores organizada por cinco sindicatos. A interrupção começou pouco depois da meia-noite de sexta-feira, quando cerca de metade da força de trabalho cruzou os braços.
A LIRR atende a cidade de Nova Iorque e seus subúrbios orientais. A paralisação foi deflagrada após meses de negociações fracassadas com a Autoridade de Transporte Metropolitano (MTA) e os sindicatos, sobre salários e premium de planos de saúde. A administração de Donald Trump tentou fazer a mediação, mas a greve pode ocorrer a partir das 0h01 de sábado, conforme permitido pela lei.
Kevin Sexton, vice-presidente nacional do Brotherhood of Locomotive Engineers and Trainmen, afirmou que não houve novas negociações agendadas e que as partes seguem afastadas. A presidência da MTA, representada pelo chair Janno Lieber, disse que já entregou as propostas de reajuste consideradas necessárias pelos sindicatos, sugerindo que o impasse era, aos olhos da empresa, uma decisão previamente tomada pelos representantes sindicais. A governadora de Nova Iorque, Kathy Hochul, pediu que os moradores trabalhassem de casa e planejou uma coletiva de imprensa para domingo, destacando a gravidade do impacto na população.
Proposta de continuidade e impactos na cidade
O diálogo entre sindicatos e MTA segue sem anúncio de retomada de negociações. Não havia atualizações oficiais da MTA antes da entrevista da governadora, marcada para o fim da manhã. O efeito imediato incluiu a suspensão dos serviços de trem na rede, com o funcionamento de Amtrak preservado para quem depende de ligações intermunicipais. O movimento ocorreu pela primeira vez desde 1994, gerando transtornos para fãs de esportes que pretendiam acompanhar Yankees, Mets e Knicks neste fim de semana.
A locomotiva parada deixou o Penn Station, em Manhattan, praticamente sem agitação. Plataformas foram bloqueadas com barricadas, e os passageiros buscaram alternativas de transporte. A bilheteria e os guichês mostraram avisos de que a linha estava fechada por greve. Em alguns pontos, os painéis de partidas exibiam informações de serviços sem passageiros.
Desdobramentos e estimativas de público
Caso a paralisação se estenda pela semana, aproximadamente 250 mil passageiros que atuam como usuários diários da linha terão que encontrar outros meios para chegar à cidade. Em Long Island, moradores dependentes do sistema devem enfrentar deslocamentos mais lentos pela rede rodoviária regional, já conhecida pela elevada congestão.
A assessoria da governadora indicou que o estado continua avaliando opções para mitigar o impacto. Paralelamente, a MTA planeja operar ônibus de apoio até as linhas do metrô, sem, no entanto, prever a substituição integral do serviço da LIRR. A greve permanece sem data oficial de encerramento até o avanço das negociações.
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