- Em 2025, ministros e autoridades do governo gastaram R$ 13 milhões com viagens aéreas, sendo R$ 1,2 milhão em deslocamentos entre Brasília e os estados de origem.
- A norma que embasa esses gastos é a Lei 14.791, de dezembro de 2023, que autoriza deslocamentos no interesse do serviço público, incluindo viagens entre Brasília e residência dos ministros.
- Os maiores gastos ficaram com Celso Sabino (ministro do Turismo) — R$ 904 mil; André Fufuca (Esporte) — R$ 733 mil; Alexandre Padilha (Saúde) — R$ 636 mil; Wellington Dias (Desenvolvimento e Assistência Social) — R$ 527 mil.
- Entre os detalhes de viagens, Sidônio Palmeira gastou R$ 161 mil em voos entre Brasília e Salvador (totalizando R$ 185 mil com outros destinos); Jader Barbalho Filho teve R$ 341 mil; José Múcio Monteiro, R$ 211 mil no total.
- Em deslocamentos aos estados de origem, Wellington Dias teve cinquenta e duas viagens (R$ 528 mil, com R$ 153 mil em voos para Teresina); Simone Tebet atingiu quarenta viagens e R$ 260 mil; Guias como Rui Costa, Celso Sabino e André Fufuca aparecem entre os listados com valores relevantes.
Ministros e outras autoridades do governo federal gastaram, em 2025, cerca de R$ 13 milhões com viagens aéreas. Desse total, R$ 1,2 milhão foi destinado a deslocamentos entre Brasília e os estados onde as autoridades residem.
Os gastos envolvem passagens para compromissos oficiais e viagens às cidades onde os ministros mantêm residência. Entre os cargos, destaca-se Celso Sabino, ex-ministro do Turismo, que acumulou R$ 904 mil em deslocamentos até 18 de dezembro, quando deixou o cargo. O ministro do Esporte, André Fufuca, registrou R$ 733 mil; o da Saúde, Alexandre Padilha, R$ 636 mil; e Wellington Dias, da Desenvolvimento e Assistência Social, R$ 527 mil.
A base legal do pagamento de diárias e passagens é a Lei 14.791/2023, que autoriza deslocamentos no interesse do serviço público, incluindo viagens entre Brasília e a residência das autoridades. A norma foi aprovada pelo Congresso Nacional.
Viagens nacionais e internacionais
O Ministério da Agricultura teve o ministro Carlos Fávaro realizando 20 visitas a Cuiabá, onde reside, além de dois retornos a Brasília a partir de Mato Grosso e da Bahia. O total com esses deslocamentos chegou a R$ 214 mil; somados a outros voos, o gasto total atingiu R$ 377 mil.
Sidônio Palmeira, chefe da Secretaria de Comunicação Social, gastou R$ 161 mil em voos entre Brasília e Salvador. Ao todo, houve 23 viagens de ida e volta e mais três trechos adicionais a Brasília. Destinos como Rio de Janeiro e Angra dos Reis elevam o gasto total para R$ 185 mil.
Jader Barbalho Filho, ministro das Cidades, teve despesas de R$ 341 mil, com R$ 99,8 mil para Belém, R$ 90,7 mil para Brasília, R$ 172 mil para outros destinos nacionais e R$ 60 mil para Nova York, onde participou da Assembleia-Geral da ONU.
José Múcio Monteiro, ministro da Defesa, realizou 22 viagens a Recife, totalizando R$ 211 mil em deslocamentos, com custo de R$ 79 mil apenas em voos para a cidade pernambucana.
Deslocamentos aos estados de origem
Wellington Dias teve 52 viagens ao longo do ano, com gasto de R$ 528 mil, sendo R$ 153 mil em 32 voos para Teresina, onde reside. Simone Tebet, Ministra do Planejamento, gastou R$ 260 mil, com R$ 102 mil em deslocamentos para Campo Grande; a agenda incluiu seis viagens internacionais, como Xangai, que somou R$ 98 mil, e participações em países da região.
Rui Costa, chefe da Casa Civil, registrou R$ 352 mil, incluindo R$ 112 mil em viagens para Salvador, com atividades ligadas principalmente à entrega de unidades do programa Minha Casa, Minha Vida em Pojuca.
O ex-ministro Celso Sabino, ex-Turismo, realizou 56 viagens, com gasto total de R$ 904 mil; R$ 308 mil em deslocamentos dentro do Pará e R$ 477 mil em viagens internacionais, a atividades em Portugal, França, Espanha e Japão.
André Fufuca, ex-Ministro do Esporte, acumulou R$ 732 mil em 92 viagens, com R$ 334 mil para deslocamentos a São Luís e outras cidades do Maranhão.
Alexandre Padilha, que assumiu o Ministério da Saúde em março de 2025, realizou 84 viagens até o fim do ano, totalizando R$ 636 mil em passagens. A Presidência da República não respondeu sobre os critérios de custeio entre Brasília e os estados de origem até o fechamento deste texto.
Entre na conversa da comunidade