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Ano eleitoral impulsiona novas medidas populares; estímulos somam R$ 140 bi

Desenrola 2.0 eleva aprovação de Lula, e governo sinaliza novas medidas populares à véspera das eleições

O governo Lula lançou em 10 de outubro, em São Paulo, o novo modelo de crédito imobiliário
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  • O governo Lula deve anunciar novas medidas de caráter popular em 2026, já somando cerca de R$ 140 bilhões em estímulos até agora.
  • O Desenrola 2.0, lançado no início do mês, pode ter influenciado positivamente a avaliação do governo em pesquisas, segundo a Genial/Quaest.
  • A pesquisa mostrou melhora na aprovação e nas intenções de voto de Lula, mas especialistas alertam que não há alta expressiva; o desempenho pode ter sido impulsionado por ações de curto prazo.
  • Medidas recentes incluem a isenção do imposto de importação até US$ 50 (taxa das blusinhas) e subsídios para diesel e gasolina, além da ampliação da isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil mensais e programas de crédito para caminhoneiros e para o Minha Casa, Minha Vida, com apoio à energia para famílias de baixa renda.
  • Especialistas dizem que medidas populares devem se intensificar conforme o período eleitoral se aproxima, e que o governo precisa manter ações para não ficar acomodado.

O governo federal deve anunciar novas medidas de caráter popular para 2026, visando a reeleição de Lula. Em 10 de outubro, em São Paulo, foi lançado o Desenrola 2.0, programa de renegociação de dívidas.

Especialistas avaliam que a divulgação já influiu positivamente em pesquisas, mas alertam que o governo não pode se acomodar. Uma pesquisa Genial/Quaest mostrou alta de 3 p.p. na aprovação e 2 p.p. nas intenções de voto, em relação a abril.

Para Valdir Pucci, a melhoria não indica ganho sólido, apenas interrupção da queda. O Desenrola 2.0 pode ter ajudado ao conectar o governo a uma solução para endividamento popular, segundo ele.

Desempenho recente e fatores externos

Deividi Lira atribui parte da melhora ao Desenrola, mas destaca ainda o encontro entre Lula e Donald Trump como fator adicional. A avaliação positiva do encontro aparece em 37% dos entrevistados, negativo para 20%.

Pucci aponta que outros episódios pesam mais, como a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF, cuja comunicação houve melhor performance governista frente à oposição.

Na avaliação da população, 53% consideram legítima a prerrogativa do Senado de reprovar o indicado, enquanto 27% entendem que houve traição do parlamento.

Medidas anunciadas e estoque em vigor

Analistas dizem que ações populares devem se intensificar com a proximidade do ciclo eleitoral. Pucci afirma que o governo tende a ampliar ações para agradar o eleitor, conforme o cenário de avaliação pública.

Lira aponta que o governo não deve ficar parado; encontros internacionais e programas para famílias endividadas devem ganhar impulso, sem sinalizar acomodação. A ideia é manter o esforço ativo até as eleições.

Na prática, o governo zerou o imposto de importação sobre itens de até US$ 50, medida conhecida como taxa das blusinhas, e lançou subsídios para diesel e gasolina. Além disso, o governo já confirmou que ferramentas de estímulo somam 140 bilhões de reais.

Cobertura de medidas em vigor

Levantamento do jornal O Estado de S. Paulo indica que dez propostas já estão em vigor ou em implementação, incluindo ampliação de isenção do IR até 5 mil reais mensais e linhas de crédito para caminhoneiros e para o programa Minha Casa, Minha Vida.

Estão ainda em foco políticas para isentar parte dos custos de energia para famílias de baixa renda, ampliando o leque de ações já anunciadas pelo governo.

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